<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380</id><updated>2012-02-16T09:35:30.266-08:00</updated><title type='text'>Olhem só!</title><subtitle type='html'>Este Blog, “Olhem só!”, pretende ser, essencialmente, um espaço de opinião, crítico com divulgação e discussão de situações caricatas que ocorrem todos os dias na nossa comunidade local e que interferem directa ou indirectamente com os cidadãos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-6922211392772454093</id><published>2009-01-25T10:22:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T10:24:30.822-08:00</updated><title type='text'>UTAD sem tecnologia aplicada</title><content type='html'>No dia nove de Outubro, desloquei-me aos serviços administrativos da UTAD para requerer um certificado de matrícula que é obrigatório entregar, todos os anos, à entidade empregadora durante o mês de Outubro, para não perder os direitos à assistência médica e ao subsídio familiar do meu descendente, enquanto estudante. &lt;br /&gt; Logo que cheguei, deparei com uma fila de estudantes que aguardavam a sua vez para tratar variadíssimos assuntos. Tomei o meu lugar e mantive-me na fila durante um quarto de hora, aproximadamente. Ao fim desse tempo, um estudante que estava na fila, orientou-me para outra repartição dos mesmos serviços, ali próximo, onde poderia requerer o certificado de matrícula. Fui para lá, aproximei-me do “guichet”, pedi informação à funcionária que, prontamente, me despachou para o local de onde nunca deveria ter saído. Voltei e, como seria de esperar, encontrei a fila maior do que a tinha deixado. Tomei outra vez posição e passado algum tempo, como a fila não se mexia, perdi a paciência e dirigi-me ao balcão, dizendo o que pretendia. De imediato, a funcionária entregou-me um formulário e disse-me para o preencher e voltar para a fila. Como o objectivo era apenas requerer o documento, perguntei se não haveria outra forma de o fazer, pensando por exemplo numa caixa de correio onde pudesse meter um envelope com o impresso devidamente preenchido ou então, via internet. Mas foi-me dito que não. Agradeci a informação, olhei uma vez mais para a fila, contei por alto umas trinta pessoas e, sem mais, fui para casa preencher o impresso, pensando voltar num dia com mais sorte. &lt;br /&gt; Teria sido um pouco arriscado tentar resolver o problema naquela altura, porque não tinha a certeza de poder ser atendido até à hora do fecho e, pelo despacho que as funcionárias demonstravam, era provável que, mesmo alguns dos que estavam à minha frente, ficassem para o dia seguinte. Estava de crer que assim fosse. Vendo bem o panorama, encontravam-se três funcionárias ao serviço, naquele momento, mas apenas duas estavam a prestar atendimento ao público. Dessas duas, uma delas ainda perdia algum tempo a pavonear-se. Também faz falta gente assim! Pelo menos, dá algum “décor” à situação e distrai os resignados.&lt;br /&gt; Quando me dirigia para o carro, em conversa com alguém, ainda pude constatar que, afinal, não há mesmo dias de sorte. Nestes serviços, além de um horário de atendimento, já de si reduzido, os dias são todos de azar. Isto é, sempre que alguém necessita de tratar de algum assunto, apanha com fila e, às vezes, com alguma arrogância. Nem os dias de praxes se salvam! &lt;br /&gt; De facto, veio-me à lembrança que, já há um ano ou dois, me tinha acontecido, o mesmo. Por isso, esta forma de atendimento já se arrasta há muitos anos. &lt;br /&gt; Será que já não está na hora de mudar? Mas, afinal, não estamos a falar dos serviços administrativos de uma Universidade que parece querer pautar-se pela inovação e uso das novas tecnologias? Parece que, afinal, é só teoria! Então, já é possível constituir uma empresa em 48 horas e a UTAD não é capaz de implementar um programa que permita aos alunos solicitar, via internet, um simples certificado de matrícula e aos serviços administrativos responder de igual modo? Pelos vistos, os serviços só são retrógrados no processamento dos documentos, porque, no que toca ao pagamento, já são demasiado avançados. Por incrível que pareça, não aceitam dinheiro vivo, apenas cartão multibanco. Como é possível? E, já agora, onde está a “dita cuja” secretaria virtual?&lt;br /&gt; Uma vez, recentemente, nomeado o Vice-Reitor para o Departamento de Assuntos Académicos, deixo aqui a questão para que ele mesmo possa responder. Mas, esperemos que o faça com mais rapidez do que algumas das suas funcionárias administrativas a atender o público. &lt;br /&gt;Artigo publicado no Semanário A Voz de Trás-os-Montes em 23/10/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-6922211392772454093?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/6922211392772454093/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=6922211392772454093' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6922211392772454093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6922211392772454093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2009/01/utad-sem-tecnologia-aplicada.html' title='UTAD sem tecnologia aplicada'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-6239724386436016249</id><published>2009-01-25T09:32:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T09:33:17.274-08:00</updated><title type='text'>A caridade compensa!</title><content type='html'>A pretexto da “crise” algumas Câmaras, como a de Vila Real, implementam projectos de ajuda às famílias “carenciadas” com acções que são próprias de Instituições de Caridade. No meu entendimento, é incorrecto um município envolver-se em acções como aquela que têm sido divulgada, recentemente, nalguma imprensa regional de Vila Real, intitulada de “Câmara Amiga”.&lt;br /&gt;Compreendo que, para além da sua competência político-administrativa, a autarquia possa também desempenhar um importante papel social e económico, mas não entendo como é possível uma Câmara estar tão disponível para dinamizar acções deste género, quando deveria estar centrada em outras áreas de competência que lhe dizem mais respeito. Também não me parece muito bem a ligação com as empresas, para a angariação de bens alimentares e outros, que mais tarde distribuirá a alguns munícipes. A distribuição de bens às famílias da forma como está a ser feita faz lembrar o “saquinho da propaganda política” recheado de produtos alimentares oferecido por alguns partidos nas vésperas de eleições com um só intuito, de conquistar eleitores e, certamente, votos. Estas acções só favorecem a promiscuidade de competências e aproveitamentos políticos. Perante tal realidade, quer parecer-me que a campanha para as autárquicas já começou.&lt;br /&gt;Compreendo que possam existir algumas famílias carenciadas no nosso concelho e que, face à crise, estejam a necessitar de ajuda, mas não me parece bem ser o município a fazer o trabalho de campo, de forma tão descarada. A Câmara deverá deixar este tipo de acções para as instituições de caridade ou outras organizações de solidariedade social que, essas sim estarão vocacionadas para tal. Além disso, nem sempre a ajuda é dada a quem mais precisa. Há anos, alguns presidentes de Juntas de freguesia deste concelho mandaram distribuir produtos alimentares e insistiam para que todas as pessoas idosas aceitassem a dádiva, independentemente de ter ou não necessidade. Neste momento, são muitas as pessoas a querer comparticipar nas campanhas do Banco Alimentar Contra a Fome ou através de outros projectos de solidariedade social, mas todas querem ter a certeza que a sua oferta chega ao destinatário certo. E, nem sempre acontece.&lt;br /&gt; Critica-se José Sócrates de correr o país a fazer propaganda política, oferecendo o “Magalhães”, que considero de alguma importância, mas as Câmaras fazem o mesmo, oferecendo, desnecessariamente, aos alunos “mochilas” no início do ano lectivo e pagando almoços aos “ velhinhos” e aos professores no final do ano. Como pode assim, uma instituição destas pôr-se a pedir esmola à porta das empresas e às pessoas em particular, para a seguir distribuí-la às famílias de poucos recursos, ou não, e depois esbanjar centenas ou milhares de euros em bugigangas e almoços de confraternização. &lt;br /&gt;Em vez de andar a “dar a sopa aos pobres” que não é a sua principal competência, o Município deveria preocupar-se com outras medidas: implementar projectos urbanísticos sérios, com rigor orçamental, que criem progresso e desenvolvimento regional, impedindo, que muitos jovens e bons profissionais emigrem para outras paragens, em busca de melhores condições de vida; acabar definitivamente com as tarifas de disponibilidade de abastecimento de água, saneamento, lixo e outros impostos que continuam a ser, abusivamente, cobradas pelas empresas municipais, a todos os consumidores, independentemente de serem ou não carenciados. Estas deveriam ser as práticas político-administrativas de uma verdadeira “Câmara Amiga”.&lt;br /&gt;As Câmaras não são Segurança Social nem Instituições de solidariedade social!  &lt;br /&gt;Publicado no Semanário A Voz de Trás-os-Montes em 22/01/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-6239724386436016249?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/6239724386436016249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=6239724386436016249' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6239724386436016249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6239724386436016249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2009/01/caridade-compensa.html' title='A caridade compensa!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-8037486723785718057</id><published>2009-01-25T09:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T09:19:38.894-08:00</updated><title type='text'>Feira do Levante, um espaço cheio de vantagens!</title><content type='html'>Há pouco tempo, foi inaugurada a Feira do Levante em Vila Real e já sobram os problemas para quem circula nas suas proximidades. Estava de prever que tal acontecesse! Quem projecta um espaço comercial assim, num local como aquele, não pode ter bom senso nem sensibilidade com a natureza.&lt;br /&gt;Em primeiro de tudo, está construído na margem de um pequeno curso de água, espaço ecológico, que deveria merecer mais respeito. Já se está mesmo a ver, os sacos plásticos, no fim de cada feira, a voarem por todo o lado! &lt;br /&gt;Sabendo que este tipo de feiras atraem sempre muita gente e com ela muito trânsito seria impensável situar tal complexo nas proximidades de um hospital, sem todas as infra-estruturas asseguradas. Sabíamos que, após o seu funcionamento, traria transtorno em termos de acessibilidades. Podemos mesmo considerar um erro em cima de outro, neste caso um erro debaixo de outro: primeiro, a bomba de gasolina que afugentou os moradores locais, agora a feira debaixo da bomba. Só esperemos que não rebente! Então aí, só se salvam os que saltarem para a ribeira. &lt;br /&gt;Há dias, dirigia-me para o Hospital a fim de visitar um amigo pessoal, quando esbarrei com muito trânsito na rotunda que dá acesso a Lordelo e à IP4 em direcção a Bragança. Ao ver uma ambulância no local, deduzi, logicamente, que seria um acidente. Mas em breve me certifiquei que se tratava apenas de afluxo de tráfego em direcção à feira. Prosseguindo, em marcha muito lenta, num percurso de alguns trezentos metros, entre esta rotunda e a que se situa em frente ao Hospital demorei quinze minutos. Enquanto conduzia, pude ver pessoas trepando as rotundas, carros fazendo inversão de marcha sobre a linha contínua e outros transeuntes que se movimentavam na via, atravessando-a apressadamente, fora das passadeiras. Os parques de estacionamento, que por ali existiam, pareciam estar esgotados, porque alguns condutores estacionavam já em cima dos passeios. As únicas duas faixas da via estavam de tal forma congestionadas, que dificilmente sobraria espaço para uma ambulância circular em situação de emergência. &lt;br /&gt;Uma hora depois, Já de regresso a casa, ainda no parque interior do hospital, pude ver uma senhora, com um jogo de tapetes nos braços, dirigindo-se para o seu automóvel. Pensando bem, das duas, uma: ou a senhora foi visitar um familiar e depois foi à feira ou então, foi à feira e aproveitou para visitar um familiar ou amigo.&lt;br /&gt;Além das vantagens, “dois em um”, comercial e lazer, já anunciadas pelos seus criadores, quando da divulgação deste “importante” espaço, acrescento esta, que talvez, lhes tenha escapado, ou não. Mas, que dá muito jeito, lá isso dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no Semanário A Voz de Trás-os-Montes em 01/01/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-8037486723785718057?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/8037486723785718057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=8037486723785718057' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8037486723785718057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8037486723785718057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2009/01/feira-do-levante-um-espao-cheio-de.html' title='Feira do Levante, um espaço cheio de vantagens!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-1618195412276608502</id><published>2009-01-25T09:06:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T09:09:06.857-08:00</updated><title type='text'>“Pagamos e não bufamos”</title><content type='html'>Chegou-me às mãos, recentemente, uma factura de consumo de água, emitida pela EMAR, referente ao mês de Agosto, na importância de 146,99 euros. O seu valor excessivo não me surpreendeu, porque já me habituei a pagar a água que não gasto. &lt;br /&gt; Quando digo que não gasto, é inteiramente verdade, porque apenas 50% desse valor é de água, os outros 50% são referentes a tarifas, como se pode verificar em qualquer documento de facturação de água. A factura da EMAR é uma autêntica mentira!  Na vida, normalmente, todos nos deixamos enganar uma ou duas vezes, por um burlão engenhoso e, sempre que isso acontece, fazemos queixa à polícia. Nesta situação, somos enganados todos os meses e não nos queixamos a ninguém. “Pagamos e não bufamos”, como se diz na gíria. &lt;br /&gt; A fórmula de cálculo encontrada para o pagamento das tarifas de lixo e esgotos é injusta e inaceitável, porque não apresenta uma correspondência directa entre o consumo de água e a produção de lixo e saneamento. Isto é, os consumidores podem produzir o lixo que entender que não pago mais por isso, desde que não gastem água. Por exemplo, podem ir à WC as vezes que quiserem, que o “serviço” não se reflectirá na factura. Desde que não descarreguem o autoclismo, claro! O cálculo está mesmo ao jeito dos sucateiros e albardeiros, porque só fazem lixo e não gastam água.&lt;br /&gt; Na factura, estão discriminadas com o seu respectivo valor, “três disponibilidades”, uma referente a água, outra a esgotos e uma outra a lixo. Parece “algo suspeito”, mal declarado. Uma invencionice para cobrar mais uns cobres aos consumidores! Será? Provavelmente, um serviço que não existe! Pode existir no abstracto, mas então, que o explique concretamente, porque a discriminação não é suficiente. Assim, mais valia continuar a cobrar o aluguer do contador. Pelo menos, a arma do crime era visível.&lt;br /&gt; A Lei 12/2008, no nº 2 do artigo 8º nas alíneas a), b), c) e d), proíbe a cobrança de qualquer tarifa que se assemelhe às, actualmente, impostas pela EMAR. Na interpretação da Lei, as taxas de disponibilidade têm de corresponder a um serviço fornecido ou a investimentos demonstráveis, o que não se verifica. Esta prática continuada é uma enorme ilegalidade.&lt;br /&gt;  O número 2 do artigo 9º da mesma Lei diz que “A factura a que se refere o número anterior deve ter uma periodicidade mensal, devendo discriminar os serviços prestados e as correspondentes tarifas”. Portanto, a EMAR e outras empresas congéneres estão obrigadas a emitir facturas mensais aos consumidores, de forma, a que estes possam controlar melhor os seus gastos. No entanto, esta empresa continua a incluir na factura de um mês o consumo de dois. Conforme consta no documento que referi inicialmente, as leituras reportam-se ao período de 2008/06/03 a 2008/08/04. É como champô, “dois em um”, sempre é mais económico! &lt;br /&gt; Num momento em que tanto se fala em economizar água, porque ela é um bem essencial cada vez mais escasso, o consumo excessivo efectuado por alguns consumidores, nos meses de Verão, poderá estar inteiramente justificado. Muitas vezes, trata-se de fazer vingar um pequeno jardim que existe à frente de suas casas. Ao fazê-lo, voluntariamente, também estão a colaborar com os Serviços Municipalizados, nas tarefas de arranjo urbanístico e conservação de espaços verdes. &lt;br /&gt; Na rua onde moro há 20 anos, nunca foi plantada uma única árvore nos passeios. As que existem foram plantadas pelos moradores, nos seus próprios espaços. Por isso, em vez do pagamento das “tarifas de disponibilidades”, estes, até deveriam ter uma redução de preço na água. Não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no Semanário A Voz de Trás-os-Montes em 30/10/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-1618195412276608502?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/1618195412276608502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=1618195412276608502' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/1618195412276608502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/1618195412276608502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2009/01/pagamos-e-no-bufamos.html' title='“Pagamos e não bufamos”'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-8541785432171345087</id><published>2008-09-11T14:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-11T14:09:49.784-07:00</updated><title type='text'>“Fumam-se provisórios, enquanto não há definitivos”</title><content type='html'>Aos moradores de Almodena, Fonte Nova e ruas circundantes, da freguesia de S. Dinis, em Vila Real, de nada lhes tem valido contrariar o voto PSD nas Autárquicas, votando PS. Até parece que estão a ser penalizados por isso.&lt;br /&gt;Em termos de construção e arranjos urbanísticos, nada se tem feito, ultimamente. Permanecem de pé as aberrações dos prédios de Almodena, construídos ainda no tempo em que a Junta de Freguesia era PSD e mantêm-se, há mais de vinte anos, com aparência clandestina, as urbanizações Bairro Novo da Fonte Nova e Quinta das Botelhas. &lt;br /&gt;É uma vergonha! &lt;br /&gt;Os construtores não cumpriram o seu caderno de encargos, a Câmara não lhes fez exigências e as obras não foram concluídas. Depois deste tempo todo, as ruas assumem um aspecto degradante. O piso “está no osso”, os passeios não existem e o mato toma o seu lugar. De vez em quando, à procura de uns ramos verdes, passeiam, por lá, a toque de assobio e cajado, uns animais de quatro patas que largam, além da sua “fragrância”, algo parecido com azeitonas miúdas. Os candeeiros não foram, sequer, pensados. E a iluminação que existe, às vezes, é de “pisca-pisca”. Na urbanização Bairro Novo da Fonte Nova, pelo que dizem os moradores e segundo fontes da Junta de Freguesia, as baixadas eléctricas ainda são provisórias: “Fumam-se provisórios, enquanto não há definitivos”1. &lt;br /&gt;A Câmara limitou-se, apenas, a dar o nome às ruas destas urbanizações, não avisou os moradores nem teve, sequer, respeito, pelos seus titulares, porque não as arranjou como devia para o dia do baptismo, nem lhes colocou as placas que mereciam. Mas, pelo que pude apurar, essas placas já existem, há muito tempo, só que nunca foram colocadas. Provavelmente, esqueceram- -se delas!&lt;br /&gt;Em 21 de Junho de 2006, o Jornal “Notícias de Vila Real” avançou com a notícia “Almodena finalmente com placas toponímicas”, na qual a garantia da sua aquisição e respectiva colocação era dada por Nazaré Pereira, Vereador da Câmara Municipal, pelas suas palavras transcritas: “as placas estão todas encomendadas e começarão a ser colocadas logo que cheguem”, o que deverá acontecer durante o mês de Junho, como concluiu o referido jornal. A notícia referia, ainda, que a autarquia tinha investido 20 mil euros em cerca de 170 placas. Por isso, elas devem estar por aí, algures. &lt;br /&gt;Graças ao voto de confiança dos eleitores naqueles que a têm representado, a freguesia de S. Dinis, de governação socialista, tem conseguido resistir ao poder social democrático que predomina neste concelho, desde que há eleições livres, em Portugal, com fortes prejuízos, para ela e seus residentes, em termos de desenvolvimento e investimento. Mas, Almodena é e sempre será o “parente pobre” das zonas da cidade. Contrariamente ao que deveria ter acontecido, a cidade desenvolveu-se e expandiu--se mais para nascente, com enormes prejuízos para a agricultura, destruindo propriedades e quintas de grande riqueza agrícola e em desfavor da parte poente. Provavelmente, os interesses e a especulação imobiliária falaram mais alto. &lt;br /&gt;Se os Paços do Concelho e parte do centro histórico da cidade de Vila Real não se situassem nesta freguesia, a mesma já estaria dada ao esquecimento, definitivamente. &lt;br /&gt;Só por isso se vai mantendo, provisoriamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Nota explicativa: (para os jovens leitores)&lt;br /&gt;Em tempos, existiam duas marcas de tabaco económico sem filtro que eram concorrentes, mas semelhantes na forma da embalagem, na qualidade e no preço. Cada uma delas tinha os seus apreciadores. Sempre que os cigarros da marca “definitivos” se esgotavam na loja, os seus apreciadores optavam pela marca “provisórios” e, então, solicitavam-nos dizendo: “fumam-se provisórios enquanto não há definitivos”. E, assim, esta expressão passou a valer para tudo o que está por concluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo Publicado no Semanário a Voz de Trás-os-Montes em 11 de Setembro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-8541785432171345087?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/8541785432171345087/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=8541785432171345087' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8541785432171345087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8541785432171345087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/09/fumam-se-provisrios-enquanto-no-h.html' title='“Fumam-se provisórios, enquanto não há definitivos”'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-4789552765146468238</id><published>2008-08-13T14:05:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T14:23:24.557-07:00</updated><title type='text'>Plataformas “Bus” para quê?</title><content type='html'>Estão a ser instaladas, nas paragens dos transportes urbanos da cidade de Vila Real, umas plataformas que, segundo a Câmara Municipal, irão facilitar a acessibilidade aos cidadãos de mobilidade reduzida. &lt;br /&gt;Pelo teor das notícias, os seus autores acham uma ideia brilhante e um projecto inovador, em termos de acessibilidades. Consideram-se pioneiros, mas não passam de meros seguidores, ao dar como exemplo a cidade de Barcelona, na aplicação da medida. Faz lembrar o Ministério da Educação, quando, há trinta ou mais anos, resolveu importar um modelo de edifício escolar e o implementou, em todo o país, sem ter em conta as diferenças climáticas das regiões. Para o caso, este factor não importa, mas estas duas cidades não têm comparação, em termos de grandeza, trânsito e movimento de pessoas. “Cada coelho na sua toca”! E não se vá confundir as coisas. Vamos, primeiro, pôr em prática aquilo que já existe, que é funcional e não tem custos acrescidos. &lt;br /&gt;Compreendo o esforço que a Autarquia tem feito, através do Gabinete da Mobilidade, para encontrar soluções que permitam melhorar as acessibilidades, mas considero a colocação de plataformas uma medida desnecessária e até inadequada, para uma cidade como a nossa, onde as avenidas são raras e as ruas são estreitas. Mas, como a arquitectura urbanística nunca foi uma verdadeira preocupação para aqueles que a têm administrado, aceita-se a ideia: plataformas de betão, em vez de canteiros. Mais ridículo é querer justificar a sua utilidade, dizendo que as plataformas também servem para impedir que os carros estacionem naqueles locais de paragem. Então, para que servem as autoridades?&lt;br /&gt; Há quatro anos que os transportes urbanos foram implementados na cidade de Vila Real, melhorando, provavelmente, o seu nível de utilização, a cada ano que passa. Inicialmente, foram criados percursos que, penso eu, ainda se mantêm, embora alguns devam ser corrigidos, pelo tempo de demora. Também foram criadas paragens em locais próprios que o motorista nem sempre utiliza. Umas vezes porque o espaço reservado ao autocarro se encontra ocupado por outros veículos, outras vezes porque ao motorista não lhe apetece fazer o desvio. Há, no entanto, paragens em locais impróprios, como, por exemplo, quando elas se verificam nos cruzamentos, nas curvas, ao lado de linhas contínuas e junto de passadeiras para peões e que é imperativo mudar. &lt;br /&gt;Se as paragens estivessem devidamente situadas e sempre livres para o autocarro estacionar, de forma a recolher ou largar os passageiros junto do passeio, evitar se ia a colocação de plataformas que, de modo algum, vêm melhorar as acessibilidades. O desnível que passa a existir entre elas e o passeio também não deixa de ser uma barreira. As plataformas, por si só, já são uma barreira. Só servirão para facilitar a manobra ao condutor, com prejuízo para os outros motoristas que querem prosseguir a sua viagem. Tal como estão, deixam o autocarro implantado na faixa de rodagem, com uma fila de carros atrás, esperando que o motorista do autocarro deixe sair os passageiros, cobre os bilhetes ou verifique os passes dos que entram, impedindo, assim, o normal funcionamento do trânsito. &lt;br /&gt;Esta é uma má medida, mas existem outras que, ao serem adoptadas, poderiam melhorar, substancialmente, as acessibilidades e facilitar a circulação de veículos e peões dentro da cidade. Por exemplo: se fossem modificadas ou desviadas algumas paragens para locais adequados; se a PSP tivesse um papel mais interventivo junto das paragens de transportes públicos e se marcasse mais presença nos locais onde o trânsito aflui com maior intensidade; se a mesma impedisse o estacionamento de carros em cima dos passeios; se rectificassem, em algumas ruas, o sentido do trânsito. &lt;br /&gt;Vejam só! Na nossa cidade, o betão, depois de tanto se esticar para o ar, parece agora querer descansar. E, então, deita-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo foi publicado no Semanário "A Voz de Trás-os-Montes" no dia 14 de Agosto de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-4789552765146468238?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/4789552765146468238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=4789552765146468238' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4789552765146468238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4789552765146468238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/08/plataformas-bus-para-qu.html' title='Plataformas “Bus” para quê?'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-299734807750626695</id><published>2008-08-10T11:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T11:09:24.833-07:00</updated><title type='text'>Os “Fecha a Roda”</title><content type='html'>Os de Chaves chamam aos de Vila Real "fecha a roda", Porque será? &lt;br /&gt; Certamente, haverá pessoas da nossa cidade capazes de explicar esta “alcunha”, assim, atribuída aos vila-realenses.&lt;br /&gt; Existem histórias brejeiras de outras terras, onde o termo se aplica. Não quero sequer imagina que ele tenha tido aqui a mesma origem. Mas, também não era nada do outro mundo, nem seria mal geral. Então, nos tempos de hoje! Há males piores, como aqueles que vou mencionar. E, aí sim, se aplicaria muito bem a expressão. &lt;br /&gt; No bom sentido da palavra, entende-se por “fecha a roda” alguém que, num jogo ou brincadeira de roda como se faz sempre que se canta o “apita o comboio”, ao assumir o primeiro lugar da fila na posição de “locomotiva”, se vai colocar atrás do último, fechando a roda.    &lt;br /&gt; Já todos nós notámos e logo dá conta quem chega de outras paragens que a sociedade de Vila Real funciona, em termos mais ou menos semelhantes, por rodas. Assim, existem, pelo menos, três rodas que correspondem às seguintes camadas sociais: os “óptimos”, os “bons” e os “fraquinhos”. Os “óptimos” são os que se auto-titulam de alta sociedade, aqueles que, normalmente, fazem questão de aparecer nas primeiras filas dos auditórios ou frente às tribunas, sempre que há espectáculos importantes ou comemorações; os “bons”, são aqueles que, não fazendo ainda parte desta elite, se esforçam por lhe pertencer; os “fraquinhos” são o resto da população, independentemente de serem ou não pessoas cultas e bem formadas, como se entende.&lt;br /&gt; Na classe superior que referi existem grupos que se relacionam, entre si, de modo “fecha a roda”. Fazem as suas amizades, desenvolvem as suas conversas, auto-elogiam-se, tomam o chá juntos, mas não em qualquer café, claro. O grupo só se alarga se aparecer alguém mais nobre ou, então, alguém que permita dar um certo “décor” à roda. Se surge um intruso, logo de imediato se fecha a roda e ele fica de fora. Esta gente, às vezes, torna-se simpática e aberta, fora do seu círculo de amigos, numa relação mais individual, mas em grupo, reage com altivez, desvia o olhar de quem passa e não cumprimentam a outra gente que considera “fraquinha”. &lt;br /&gt; Este termo “fecha a roda” também se aplica, perfeitamente, à nossa classe política local, no que toca à defesa dos seus interesses partidários, profissionais e familiares. &lt;br /&gt; Se fizermos um pequeno levantamento, verificaremos que as instituições públicas e algumas semi-privadas se formam nesta base. Basta observarmos quem as constitui, a forma como estão organizadas e a quem encomendam os serviços. Cada uma delas é uma roda. Pelo menos, as instituições ou empresas que laboram com o dinheiro dos contribuintes deveriam ser geridas com mais transparência, seguindo o exemplo que passo apresentar. Uma Câmara Municipal de um concelho vizinho solicitou três propostas para a elaboração do seu boletim a três empresas diferentes. Perante as respostas, optou pela mais económica e publicou os valores das propostas dos concorrentes. Está provado que os trabalhos executados pelas mesmas empresas, com o tempo, perdem qualidade, ficam mais caros, permitem a promiscuidade nos negócios e favorecem uma política de “fecha a roda”. Na diversidade é que está o ganho! Mas os nossos governantes não aprendem, ou melhor, não querem aprender. Porque será?&lt;br /&gt; Recentemente, tivemos conhecimento pelos órgãos de comunicação local, das comemorações do 83º Aniversário da elevação de Vila Real à condição de cidade e as cerimónias de condecoração e entrega de medalhas a algumas empresas e outras tantas individualidades. Pelas palavras proferidas, no momento, Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal, entende que estas distinções são de elevada importância para a comunidade vila-realense, dizendo: “Há pessoas que têm tido um papel relevante, no nosso conselho, um papel acima da normalidade e é por essa razão que premiamos estes cidadãos e entidades com uma medalha de mérito”.&lt;br /&gt; Eu não entendo assim. Isto é puro exemplo de política “fecha a roda”, que beneficia e gratifica quase sempre os mesmos e a mesma classe. Esta prática já está fortemente enraizada na sociedade vila-realense de “faz de conta”. Algumas condecorações até se tornam ridículas. Porque, se há-de galardoar quem sempre teve as portas abertas para o enriquecimento fácil? Ao gratificar estes, quantos ficaram de fora, mais empreendedores, mais sérios, mais dotados. Talvez, com menos oportunidades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no Semanário "A Voz de Trás-os-Montes" em 31 de Julho de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-299734807750626695?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/299734807750626695/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=299734807750626695' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/299734807750626695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/299734807750626695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/08/os-fecha-roda.html' title='Os “Fecha a Roda”'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-8320757642931671705</id><published>2008-07-25T16:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-25T16:45:17.394-07:00</updated><title type='text'>Finalmente! Mas fora de tempo</title><content type='html'>Ao fim de muitos anos de espera, as populações de Arnadelo e Pomarelhos, da freguesia de Torgueda, começaram já a usufruir da rede de esgotos, recentemente concluída. Das nove localidades da freguesia, foram estas as primeiras contempladas. Resta agora saber para quando as restantes poderão vir a beneficiar deste bem essencial. &lt;br /&gt;Pena foi que este serviço chegasse, tão tardiamente, a estas localidades. Se tivesse surgido há uma dezena de anos, poderia ter impedido a fuga de muitas famílias para a cidade de Vila Real e, assim, evitado a desertificação destas aldeias. Claro que este fenómeno da desertificação não se deve exclusivamente a este factor, mas quantas famílias quiseram construir a sua moradia nestas povoações e só o não fizeram por falta das infra-estruturas básicas, necessárias a uma construção com condições de habitabilidade. &lt;br /&gt;Referindo-me, particularmente à aldeia de Arnadelo, em tempos uma das mais prósperas e com mais habitantes, está hoje transformada numa “aldeia deserta”, ruas completas de casas, sem ninguém para nelas morar. Como foi possível deixar chegar uma aldeia que dista escassos quilómetros de Vila Real a este estado de desertificação? Certamente, todos teremos uma quota-parte de culpa, porque, à procura de bem-estar, abandonamos, de forma fácil, as nossas origens. Mas, o nosso município e os seus governantes são os principais responsáveis por esta situação, porque sempre privilegiaram a cidade, em desfavor do meio rural. Todos os investimentos levados a cabo, nos últimos trinta anos, tiveram sempre uma única direcção, a cidade de Vila Real. Ao mesmo tempo, exemplos contrários poderiam apreciar-se nos concelhos limítrofes, onde as infra-estruturas básicas (caminhos/estradas, redes de água, esgotos e saneamento) levavam alguns anos de avanço. &lt;br /&gt;O procedimento das nossas autarquias faz-se ao contrário do que prevê a Constituição da República. No seu art.º 90, refere que “os planos de desenvolvimento económico e social têm por objectivo promover o crescimento económico, o desenvolvimento harmonioso e integrado de sectores e regiões, a justa repartição individual e regional do produto nacional, a coordenação da política económica com as políticas social, educativa e cultural, a defesa do mundo rural, a preservação do equilíbrio ecológico, a defesa do ambiente e a qualidade de vida do povo português”.&lt;br /&gt;Se reflectirmos um pouco sobre estes princípios, verificaremos que o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, foram completamente ignorados, pelos nossos políticos, representantes da Nação, em geral, e pelos governantes locais, em particular.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no Semanário "A Voz-de-Trás-os-Montes" de 17/07/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-8320757642931671705?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/8320757642931671705/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=8320757642931671705' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8320757642931671705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8320757642931671705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/07/finalmente-mas-fora-de-tempo_25.html' title='Finalmente! Mas fora de tempo'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-9095135169013283082</id><published>2008-04-03T03:03:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T03:11:43.276-07:00</updated><title type='text'>O impacto da notícia</title><content type='html'>“Vídeo de agressão à professora” foi título de notícia, há duas semanas, e, ultimamente, não se tem falado de outra coisa. Uma aluna desafiando, de forma agressiva, uma professora, por esta lhe ter retirado o telemóvel que estaria a utilizar, em plena sala de aula. &lt;br /&gt;Porque razão é que esta notícia teve tanto impacto?&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, pela forma como o jornal “Expresso” a descreve e a apresenta, “on line”, acompanhada do vídeo, difundindo as imagens da situação ocorrida. No meu entender, num estilo desnecessariamente “sensasionalista”. Em segundo, pela sua actualidade, pois que, presentemente, se tem discutido muito sobre as políticas da Educação: “avaliação dos professores”, “estatuto do aluno” e “autonomia e gestão de escolas”. Em terceiro, pela sua proximidade e abrangência. É um assunto que diz respeito a todos, “pais e filhos”, e é resultante de um conflito de âmbito escolar. &lt;br /&gt;Sobre o ocorrido, todas as pessoas quiseram dar a sua opinião: na rua, discutiam o assunto, umas com as outras; no local de trabalho, os colegas contavam o sucedido, uns aos outros; nos jornais, os escritores de opinião davam os seus pareceres; na rádio, os comentadores davam a palavra aos ouvintes; na televisão, os comentadores políticos analisavam os factos e apresentavam algumas receitas para a educação; os cibernautas retratavam as imagens e descreviam a situação, com um certo humor.&lt;br /&gt;Sobre o assunto, em questão, ninguém deixou de dar o seu palpite. Parecia tratar-se de uma notícia sensacional do tipo “O homem que mordeu o cão”. Os comentários surgiam, em catadupa, de todas as formas e feitios. Dos mais sensatos aos mais disparatados, mas todos interessantes: “Tenho trinta anos e, no meu tempo de escola, nunca vi uma coisa destas!”, “Duas semanas a lavar casas de banho da escola e resolvia-se o caso... mas não se pode, as crianças são o melhor do mundo!”, “A professora não tem autoridade nenhuma. Viu-se. É o espelho de toda a classe, é o jogo de espelhos em que se transformou esta sociedade.”, “A culpa não é da aluna! A culpa desta situação é dos pais da aluna.”, ”A falta de educação destes miúdos é de bradar aos céus!”, “Alguém sabe o que é uma cana da índia? No meu tempo, a professora tinha uma, na secretária, caso alguém não fosse de todo correcto levava com ela, já para não falar da bela régua de madeira…”, “Acho que, na medida certa, devia ser permitido “bater” nos alunos! Eu levei uns “calduços”, na primária, e não me fez mal nenhum. Não sou nenhuma traumatizada.”, “Esta aluna é um exemplo típico de uma geração “perdida”, uma geração “rebelde”, que se baseia em grupos musicais, telenovelas, internet, etc. Na realidade, esta miúda não passa de uma “pita”, com a mania que é melhor que a professora, que a pode controlar”, “Dão telemóveis às criancinhas, viciam-nas, tornam-nas dependentes desse aparelho, e, depois, não querem que os levem para as aulas?”, “Talvez, um dia, o telemóvel venha a ser um material escolar obrigatório, na aula, como é o livro e o caderno”.&lt;br /&gt;Estes comentários levam-nos a concluir que as pessoas interpretam os factos e dão as opiniões, um pouco da forma como foram ou são educadas, mas, de uma maneira geral, quase todas são unânimes em culpar a aluna, pela “birra” ou “agressão”, considerando que ela deveria ser penalizada. Já, no meu entender, não fará sentido nenhum a sua transferência para outra escola, como castigo a aplicar. Compreendo que seja uma das medidas previstas no estatuto do aluno, mas, nesta situação, não se enquadra. Então, um mau exemplo que não serve para uns, há-de servir para outros? E em termos de aceitação? Que colegas vai ela encontrar? Com quem vai ela fazer amizades? &lt;br /&gt;Este acontecimento, se não fosse filmado e divulgado, como foi, não passaria duma pequena “tempestade num copo de água”. Há, todos os dias, problemas idênticos a estes, nas nossas escolas. E, no entanto, os professores resolvem-nos. É uma questão de saber gerir conflitos. Não podemos branquear os factos, mas temos que enquadrar o sucedido no tempo presente, como reflexo de uma sociedade complexa, em mudança de mentalidades e alteração de valores.&lt;br /&gt;Artigo publicado no Semanário "A Voz-de-Trás-os-Montes" de 03/04/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-9095135169013283082?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/9095135169013283082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=9095135169013283082' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/9095135169013283082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/9095135169013283082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/04/o-impacto-da-notcia.html' title='O impacto da notícia'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-6154962366175856190</id><published>2008-03-26T17:02:00.000-07:00</published><updated>2008-03-26T17:05:09.046-07:00</updated><title type='text'>Um autêntico “atentado”</title><content type='html'>Um autêntico “atentado” à classe dos professores é o artigo publicado, no jornal “Correio da Manhã”, há duas semanas atrás, da autoria do jornalista Emídio Rangel.&lt;br /&gt;O artigo, feito circular entre os professores, via e-mail, por alguém mais atento, logo após a sua publicação, gerou na classe uma enorme onda de revolta. Como se já não bastasse a pressão do Ministério da Educação, com as medidas da avaliação de desempenho dos professores, para os irritar, surgem também intrusos como este, tendenciosos, numa estratégia de tensão, lançando achas para a fogueira. Perante tais afirmações, qualquer leitor consciente, as repudia. Autênticas provocações reaccionárias que só podem ser ditas, daquela forma, por alguém irreverente e mal-formado.&lt;br /&gt;Quando escreve, “tenho vergonha destes pseudo-professores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações”, deveria lembrar-se que está a ofender uma classe de gente responsável e não meia dúzia de incompetentes que qualquer grupo profissional suporta. Então, pela forma como escreve, talvez ele seja um pseudo-jornalista, dentro da sua classe, ao comparar os professores que se manifestaram, de forma ordeira, aos “hooligans” do futebol. A forma cínica como os compara aos operários da Lisnave, quando estes se manifestaram, em 1975, é repugnante. Tal comparação, além de irracional, só pode ser dita por alguém de intenções duvidosas e partidárias, ou, então, estar possuído de algo de demoníaco que o impede de analisar os factos de forma isenta, como o obriga a conduta de jornalista.&lt;br /&gt;Valoriza os professores do “sistema” em desprimor dos actuais, dizendo: “lembro-me bem dos meus professores. Não tinham nada que ver com esta gente”. Vê-se mesmo que quem assim fala é um saudosista refinado do “regime” ou então deve ter sido um dos privilegiados, no seu percurso escolar. Assim era a escola de então, só para alguns, como este senhor, não era para todos, como hoje é. Quantos dos seus colegas de escola tão ou mais capacitados do que ele ficaram para trás. Foram condenados ao insucesso e, muitas vezes, por desconhecimento ou negligência do próprio professor. Tenho a certeza que os mesmos alunos de hoje, ensinados com as práticas de então, provocariam um enorme desastre educativo, impossível de controlar. Tenho pena que este senhor não tenha sido um dos muitos disléxicos que foram impedidos, barbaramente, de fazer a sua aprendizagem, só porque davam erros ortográficos ou não construíam bem as frases. Talvez não tivesse chegado tão alto e a sociedade de hoje não estivesse, mentalmente, tão poluída! &lt;br /&gt;Como pode alguém que teve responsabilidade nas maiores escolas de educação paralela, como são os canais de rádio e televisão TSF, SIC e RTP, criticar uma classe que, a todo o custo, tenta combater muitos dos malefícios provocados por alguns destes e outros órgãos de comunicação?&lt;br /&gt;A cegueira de que este homem está possuído, impede-o de olhar para ele próprio e ver todo o lixo que ele produziu, só para ganhar audiências televisivas, enquanto responsável na SIC. Certamente, esse lixo, sim, deve ter contaminado muitos milhares de crianças e jovens que, hoje, frequentam as nossas escolas e têm comportamento indisciplinar.&lt;br /&gt;Portugal não pode continuar a pôr à frente dos órgãos de comunicação gente como esta que não tem respeito pelos outros e, pelo que escreve, de educação pouco sabe. Em todo o seu percurso profissional, de utilidade para a sociedade, pouco mais deve ter feito do que enriquecer-se a ele e a uma boa meia dúzia de empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no Semanário "A Voz de Trás-os-Montes em 27/03/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-6154962366175856190?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/6154962366175856190/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=6154962366175856190' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6154962366175856190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6154962366175856190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/03/um-autntico-atentado.html' title='Um autêntico “atentado”'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-4567020904217008575</id><published>2008-02-16T13:40:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T13:41:00.639-08:00</updated><title type='text'>Uma classe de confiança</title><content type='html'>Um estudo recente revela que “os professores” constituem a classe social em que mais confiam os portugueses. Ao contrário, a dos "os políticos" é a que lhes oferece maior desconfiança.&lt;br /&gt;Esta conclusão a que chegou o Instituto Gallup para o fórum Económico Mundial, através da sua sondagem, não é nada de expectante. Todos sabemos que os políticos, há muito, perderam a confiança dos portugueses, pelas tropelias políticas cometidas e abusos de poder.&lt;br /&gt;É comum dizer-se: “cada um tem o que merece”. Por um lado, o dito faz algum sentido, mas, por outro, é contraditório. Neste estudo, a classe política recebeu dos portugueses a menção de “não satisfaz”. No entanto, foi ela que obteve mais proveitos pessoais, ao longo destas três décadas. Ao contrário do que mereciam, todos os políticos enriqueceram e alguns fizeram mesmo autênticas fortunas. Os professores nem sempre foram bem gratificados, mas sempre se preocuparam com uma acção pedagógica coerente com o seu discurso. &lt;br /&gt;Os professores investem e comprometem-se, seriamente, com os seus alunos. É impossível ficar indiferente às questões de uma criança ou jovem, urge dar-lhe uma resposta que, por sinal, requer preparação, persistência e sabedoria. A relação professor-aluno é recíproca, porque, ao darmos, estamos a receber. Com as crianças, ou se gosta do que se faz ou acaba por sentir-se bem com elas. Por isso, o acto de ensinar é sempre gratificante. &lt;br /&gt;Dito isto, dá a impressão que todos os professores são bons professores e, de facto, não é assim. Não é assim, porque ensinar não é fácil, exige vocação e, nos tempos que correm, já não se é professor porque se gosta, mas porque é necessário encontrar uma fonte de recurso ou um meio facilitador de algum bem-estar económico e social. Daí a corrida a esta profissão. Com o desemprego a aumentar e as portas escancaradas das universidades, perante numerus clausus, a classe ficou a abarrotar e, por isso, perdeu qualidade e autoridade. É, portanto, natural que haja bons professores, cultos e empenhados, e outros de má qualidade. &lt;br /&gt;Mesmo assim, a sociedade em geral, admira os professores e reconhece que o seu papel de educadores, neste mundo em mudança, não é assim tão fácil. As crianças e os jovens de hoje não têm nada a ver com os de há trinta anos. Hoje, é mais difícil, ser-se professor duma turma de quinze ou vinte alunos do que, noutros tempos, numa turma de quarenta ou cinquenta. A autoridade que o professor detinha, nessa época, facilitava o processo de “ensinar”, o que não equivale a dizer “aprender”. O professor era uma autoridade detentora de um poder conquistado, umas vezes pela sua sabedoria e simplicidade, outras pelo seu rigor ou excesso de disciplina, na sala de aula. A acção dos professores, hoje, carece de alguma autoridade perdida, mas só é possível recuperá-la pela via da confiança, promovendo uma cultura de responsabilidade. Por isso, esta amostra leva-nos a acreditar que os professores estão no bom caminho.  &lt;br /&gt;Uma boa escola não se faz só com bons professores, necessita também de bons alunos, bons auxiliares de acção educativa, bons encarregados de educação e bons administradores. Será que todos estes intervenientes são pessoas competentes e cumprem, plenamente, as suas funções? Não me parece. Os alunos, normalmente, reflectem, a educação dos seus pais, na escola, muitas vezes, má; os pais nem sempre acompanham o crescimento dos seus filhos, em termos afectivos e culturais, ignoram-nos, simplesmente; os auxiliares desempenham funções que pouco têm a ver com a educação, em vez de fazerem vigilância, acompanhando os alunos nos períodos de intervalo ou nas actividades de sala de aula, ajudando o professor, fazem outras tarefas tais como varrer as salas, limpar as casas de banho, servir nos bares; os encarregados de educação, em vez de criarem expectativas nos seus educandos, ficam à espera das notas de fim-de-período para, quase sempre, lhes dar uma repreensão; os administradores tentam controlar o “monstro”, que o ministério lhes criou, o agrupamento, em vez de uma escola autónoma, onde as políticas educativas são difíceis de implementar, dada a sua dimensão. &lt;br /&gt;Está em discussão o novo "Regime jurídico de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário". Esperemos que o governo, nesta fase que antecede a sua aprovação, tenha em linha de conta este voto de confiança nos professores, porque é neles, e na educação que está a chave do desenvolvimento do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no Semanário "A Voz-de-Trás-os-Montes" de 14/02/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-4567020904217008575?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/4567020904217008575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=4567020904217008575' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4567020904217008575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4567020904217008575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/02/uma-classe-de-confiana.html' title='Uma classe de confiança'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-3150860942980425162</id><published>2008-02-10T11:15:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T13:45:49.345-08:00</updated><title type='text'>Corrupção em pequena escala</title><content type='html'>Recentemente, todos pudemos ouvir aquele grito de revolta, proferido pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, contra a corrupção e os crimes de colarinho branco que sempre ficam impunes.&lt;br /&gt;Perante tais afirmações, surgiram, de imediato, quase que em uníssono, os partidos da direita e da esquerda que têm governado este país, exigindo que se proceda a um inquérito. Assim, como se nada tivessem a ver com isso, fazem passar-se por “virgens púdicas” quando, de facto, são eles os responsáveis por este estado de coisas. Ao mesmo tempo que defendiam um inquérito de averiguações, desafiavam o Bastonário a denunciar os verdadeiros prevaricadores, se é que eles existiam. Pareciam ainda ter dúvidas!&lt;br /&gt;Inteligentemente, este responsável judicial não irá apontar nomes, embora, pelo cargo que ocupa, o devesse. Mas, a denúncia nunca traz bons resultados para quem a faz, principalmente quando não se tem poder, o que não é o caso. A Justiça, tal como está, no nosso país, é “forte para os fracos e fraca para os fortes”, conforme o próprio Bastonário o referiu, na sua entrevista a Judite de Sousa. É assim que ela é e é assim que a vemos e sentimos. Basta olhar para as cadeias e ver quem lá está. Gente simples e, às vezes, honesta, porque os mafiosos, os corruptos e os traficantes não têm lá lugar. Em vez disso, passeiam-se, todos os dias, em grandes carros e vivem, faustosamente, em autênticos palácios, sem que nada lhes aconteça. &lt;br /&gt;Quando se deu o 25 de Abril, ninguém podia imaginar que, ao fim de três décadas, pudéssemos estar a queixar-nos de tais injustiças e de tanta desigualdade. Os principais valores e princípios da Revolução estão, assim, comprometidos: a liberdade está condicionada pelo emprego, mas o que existe, neste momento, é trabalho precário, desemprego e insegurança; a solidariedade, desapareceu, há muito, com a perda de valores e do espírito comunitário que se transformou numa desenfreada competição selvagem do “salve-se quem puder”; a justiça é cara, morosa e injusta; as diferenças entre ricos e pobres acentuam-se, cada vez mais. &lt;br /&gt;A vida, duma maneira geral, melhorou, para todos, um pouco, mas, para muitos, melhorou demais. Alguns enriqueceram quase que da noite para o dia, à custa de ordenados chorudos, reformas milionárias, especulação imobiliária, negócios obscuros, branqueamento de capitais ou tráfico de influências. &lt;br /&gt;Os últimos acontecimentos revelam-nos o que se passa, em grande escala, mas também se passam coisas idênticas, em pequena escala, que são autênticos crimes. Não precisamos de sair da nossa cidade para verificar isso mesmo. Vejamos só como muitos políticos e empresários, aqui residentes, se governaram, ao longo destas décadas. Muitos políticos que ocuparam cargos importantes nas nossas autarquias, não só se governaram a eles como também deram bom rumo à vida dos seus familiares e amigos. Em troca de favores, tomaram para eles os melhores lugares ou cargos superiores nas instituições públicas locais. Em Vila Real, há famílias inteiras instaladas em algumas delas. Entre outras instituições, a promiscuidade, a este nível, é de tal forma que sempre existe, nessas pessoas, alguma relação de família ou político-partidária, formando um cerco, onde ninguém mais pode entrar. &lt;br /&gt;Muitos empresários que hoje começam a dar nas vistas, porque parte da nossa cidade começa a ser deles, sabemos bem como enriqueceram. As negociatas descaradas e o compromisso de fidelidade, entre a instituição pública e a empresa fornecedora, por influência política ou de interesses, criaram um esquema que só pode resultar desta maneira: o empresário enriquece, o responsável da instituição governa-se e o estado sai prejudicado.&lt;br /&gt;“Corrupção q.b.” é o ingrediente que os políticos têm utilizado, para gerir o nosso país, há algumas décadas, pós-25 de Abril. São poucos, aqueles que encaram a política e os cargos que ocupam com seriedade. Muitos estão apenas para se governarem a eles, aos familiares e aos amigos. Mas, quem “paga as favas” é, sempre, o “Zé Povinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no Semanário "A Voz-de-Trás-os-Montes" de 07/02/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-3150860942980425162?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/3150860942980425162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=3150860942980425162' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/3150860942980425162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/3150860942980425162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/02/corrupo-em-pequena-escala.html' title='Corrupção em pequena escala'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-2820412445067679967</id><published>2008-01-07T14:59:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T15:00:02.614-08:00</updated><title type='text'>Mas que ideia! Um “tamanco”!</title><content type='html'>Na Rua de Santa Sofia, em Vila Real, o Banif, provavelmente, pensando nos seus clientes e em especial naqueles que são deficientes motores, acaba de construir uma rampa que dá acesso ao seu interior e que permite a utilização da caixa multibanco do exterior através de uma cadeira de rodas.&lt;br /&gt;À partida, até parece ter sido uma ideia interessante e cheia de boas intenções, mas, como diz o ditado, “de boas intenções está o inferno cheio”! &lt;br /&gt;Como é possível, numa das ruas principais da cidade, alguém responsável autorizar a construção de tal “tamanco”? Sim, é isso que parece, não só a mim mas a outros observadores. Um tamanco que pode elevar alguns centímetros, mas que não deixa de ser feio e deselegante.&lt;br /&gt;Por enquanto, limitei-me a fazer uma pequena observação, de ponto de vista estético e em termos de arranjo urbanístico, mas a questão é mais séria. &lt;br /&gt;Uma rampa constrói-se para facilitar o acesso a toda a população. Não deve servir apenas aqueles que circulam em cadeira de rodas, mas também os que se movimentam, normalmente através da marcha ou com alguma dificuldade na mobilidade. Acima de tudo, uma rampa de acesso a qualquer espaço não pode ser, para qualquer cidadão, um obstáculo e muito menos um factor de insegurança ou de exclusão.&lt;br /&gt;Aquilo que acaba de se construir, em frente ao Banif, não é uma acessibilidade, mas sim uma barreira. Embora facilite, de algum modo, o acesso ao banco, como lhe convém, impede qualquer transeunte de seguir em frente, quer se desloque a pé ou em cadeira de rodas, pois obriga-o a descer para um passeio de nível inferior.&lt;br /&gt;Naquele espaço, imaginemos duas situações: um cego com alguma técnica de mobilidade, no seu percurso normal, desce a rua, sobe a rampa, encontra o patamar, desce dois degraus e segue em frente ou aprende a contornar o “tamanco”com a ajuda da sua bengala; um deficiente em cadeira de rodas desce a rua, sobe a rampa e no fim do patamar, com alguma perícia, projecta-se sobre os degraus e... ou, então, faz marcha atrás, sobe a rua, novamente, até encontrar uma rampa, passa para o passeio de nível inferior e, depois sim, segue em frente. Interessantes percursos! &lt;br /&gt;Na arquitectura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma preocupação constante, nos últimos anos. Actualmente estão em andamento obras e serviços de adequação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda a população, o que não parece estar a acontecer na autarquia de Vila Real. Por exemplo: as rampas são escassas e algumas resumem-se a simples matacões; os postes, as árvores e os quiosques encontram-se no meio dos passeios; algumas placas de sinalização e alguns toldos de publicidade estão abaixo do nível que é de lei; os sinais sonoros nas passadeiras apenas se encontram no cruzamento do sinaleiro; alguns passeios permanecem, há anos, sem pavimento e com buracos, outros estão ocupados com esplanadas ou repletos de quinquilharias dos comerciantes; os carros invadem os passeios durante horas seguidas, enquanto os agentes da PSP multam os que estão estacionados nos parques pagos. &lt;br /&gt;É bom que a autarquia dê mais atenção a estas situações e se apresse um pouco mais a resolvê-las, porque está a perder a carruagem da inclusão e do desenvolvimento. Certamente já tomou conhecimento, que a ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal) criou recentemente uma delegação em Vila Real, onde promove encontros e actividades com algumas dezenas de deficientes visuais. Por isso, começa a ser comum encontrar cegos, pelas ruas da cidade, nos seus percursos diários, deslocando-se para a escola ou para o seu local de emprego.&lt;br /&gt;É bom que os autarcas aprendam a reconhecer aquilo que está mal feito ou o que é urgente fazer e não seguir o exemplo do autarca de Sabrosa que, em vez disso, face ao artigo “Castros e mamoas não dão votos”, publicado em 22 de Novembro de 2007, neste jornal, se limitou a responder, no semanário seguinte, com uma meia página de nada. Simplesmente, uma montra de vaidades!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-2820412445067679967?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/2820412445067679967/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=2820412445067679967' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/2820412445067679967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/2820412445067679967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2008/01/mas-que-ideia-um-tamanco.html' title='Mas que ideia! Um “tamanco”!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-4731702928320024943</id><published>2007-12-30T14:22:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T14:24:08.676-08:00</updated><title type='text'>Castros e “mamoas” não dão votos!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa visita de Estudo realizada no dia 14 de Novembro de 2007, no âmbito dos conteúdos programáticos das disciplinas de História e Geografia de Portugal, alguns alunos do 3º ciclo da Escola Diogo Cão tiveram oportunidade de, numa só manhã, conhecer dois importantes vestígios que datam já do período neolítico, uma mamoa e um castro.&lt;br /&gt;Perante tal visita, os seus intervenientes, professores e alunos, tiveram o cuidado de a programar com grande expectativa.&lt;br /&gt;A visita decorreu no concelho de Sabrosa em tempos e espaços diferentes.&lt;br /&gt;Primeiro, visitaram uma anta, a “Mamoa de Madorras”, monumento funerário, situado perto da Senhora da Azinheira. No local, os alunos, rodearam o dólmen e observaram-no pormenorizadamente, enquanto os professores explicavam a funcionalidade daquele tipo de monumentos, dos tempos mais remotos. Ali, puderam verificar, com algum desagrado, uma intervenção recente feita “à maneira de presidente da junta”. Sem ofensa para aquelas que desempenham com competência e isenção esse cargo político, mas que é normal acontecer pela insensibilidade de muitos autarcas. Alguns esteios da anta haviam sido reconstruídos em cimento, descaracterizando-a totalmente. Penso assim, porque me parece impossível ter sido obra de qualquer arqueólogo.&lt;br /&gt;Em seguida, deslocaram-se ao Castro de Sabrosa, também conhecido por “Castelo da Sancha”, próximo da sede do concelho, com vestígios de ocupação romana e medieval. Está situado na parte mais alta de uma das vertentes do rio Pinhão virada a nascente, com uma vista panorâmica deslumbrante e implantado numa região classificada pela UNESCO, como Património Mundial da Humanidade. Tal como está, é um elemento da paisagem natural, que por si só, retiraria tal classificação, dado o estado lastimável em que ele se encontra. Ali mesmo, puderam constatar os intervenientes da visita.&lt;br /&gt;Perante a impossibilidade dos autocarros chegarem ao local, o acesso fez-se a pé, através de um “estradão” de terra batida. Num percurso de um quilómetro, a duzentos metros do castro, todos puderam ver o que se pode considerar “uma vergonha”: um aterro, onde, habitualmente os construtores despejam o entulho das suas obras. Uma bela sala de visitas, sem dúvida! A subida ao monumento, estava de tal forma dificultada pela vegetação, que só a muito custo foi possível penetrar. Difícil até para qualquer rebanho de cabras! À semelhança do exterior, as muralhas interiores estavam também cobertas de arbustos. De tal forma, que os pormenores da sua construção, eram difíceis de ser observados.&lt;br /&gt;Com esta visita, os professores pretendiam dar a conhecer, aos jovens estudantes, uma parte da cultura dos nossos antepassados e valorizar o Património Cultural e Arqueológico da nossa região. Mas, só foi possível levá-los a verificar a falta de sensibilidade e a irresponsabilidade, dos autarcas daquele concelho, que ali estava bem patente. Perante esta realidade, no lugar de quem tem responsabilidades, mandaria já retirar as placas que fazem a respectiva sinalética e só as colocaria de novo, quando os monumentos estivessem em condições de serem visitados.&lt;br /&gt;Dir-me-ão os responsáveis, como é habitual, que não têm verbas para tais intervenções. Acredito que as verbas sejam escassas, mas então, evitem as cerimónias de fachada que lhes permitem ganhar votos em altura de eleições. Em vez de inaugurações, jantares, recepções a políticos, viagens para “velhinhos”, invistam nestes importantes monumentos, dignos de ser contemplados.&lt;br /&gt;Eles não têm culpa de nada, por isso não podem ser maltratados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítor Olo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-4731702928320024943?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/4731702928320024943/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=4731702928320024943' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4731702928320024943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4731702928320024943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/12/castros-e-mamoas-no-do-votos.html' title='Castros e “mamoas” não dão votos!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-5989826016763405049</id><published>2007-09-30T04:32:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T04:33:10.244-07:00</updated><title type='text'>Mas que disparate!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há duas semanas atrás, quando tentava ajudar os pais de um jovem estudante cego a encontrar uma residência para o tempo de aulas, na cidade de Vila Real, deparei-me com uma situação bem pitoresca.&lt;br /&gt;Alguns dias antes, os pais já tinham tentado encontrar alojamento, em algumas instituições de solidariedade social que poderiam oferecer-lhes algumas vantagens económicas, mas as vagas estavam esgotadas.&lt;br /&gt;Inicialmente, o aluno estava matriculado na Escola de S. Pedro num CEF (Curso de Educação e Formação), mas os pais, aconselhados pelos técnicos responsáveis pela sua orientação vocacional, decidiram transferi-lo para a Escola E.B.2,3 Diogo Cão, para concluir o 9º ano, podendo lá beneficiar de um apoio especializado na área de deficiência de que ele é portador.&lt;br /&gt;Frequentar a nova escola, com uma residência de estudantes em frente, estava mesmo a calhar! Dirigimo-nos aos serviços administrativos da residência e perguntámos se havia vagas para jovens estudantes, mas logo nos disseram que não. Então, perguntámos em seguida: E para um aluno cego? A resposta foi a mesma, acrescentando que já existia uma lista de espera com mais de 20 inscrições.&lt;br /&gt;Sem uma solução de alojamento viável, só restava ao estudante passar a fazer diariamente cerca de cento e quarenta quilómetros, de autocarro, porque a sua aldeia fica muito próxima de Chaves, cidade esta onde os recursos de educação especial, também são escassos. Daí, a sua vinda para Vila Real.&lt;br /&gt;Neste momento, o aluno cumpre este trajecto, levantando-se, nos dias de aulas, às seis da manhã e regressando a casa ao fim do dia.&lt;br /&gt;Já é natural, não haver vagas numa residência de estudantes, porque a oferta é sempre menor que a procura e, nesta altura do ano escolar, é compreensível. O que não se compreende é que as vagas só não existem, porque a Coordenação da Área Educativa resolveu ocupar, recentemente, uma ala, ou seja, metade das instalações da residência, com os seus serviços administrativos. Assim, mais de cinquenta jovens ficaram impedidos de poder usufruir de um espaço que lhes é devido. E os principais prejudicados são, como sempre, estudantes oriundos de famílias de baixos recursos económicos.&lt;br /&gt;Como pôde, um departamento de educação, praticamente em fase de extinção, apropriar-se de um espaço cuja função não poderia ter outra senão a sua? Este espaço foi destinado, a jovens estudantes que, por motivos variados, não podem estar junto das suas famílias, enquanto estudam. Por isso, esta utilização torna-se indevida.&lt;br /&gt;Não sei se o governo tem conhecimento desta situação tão pitoresca, mas, quer tenha quer não, ela preenche as suas pretensões economicistas. É fácil aceitar uma proposta destas! Assim, de uma só cajadada, mata dois coelhos: como o edifício é do Estado, já não tem de pagar renda, como o vinha fazendo dos espaços anteriores; depois, como não tem de comparticipar no alojamento de mais de cinquenta vagas preenchidas que corresponderiam ao espaço que a CAE ocupa, acrescem mais economias para os cofres do Estado. Entende-se!&lt;br /&gt;Este acto faz lembrar uma situação semelhante, que aconteceu há dois ou três anos com a Escola das Árvores. Alguém “responsável” autorizou quatro turmas a funcionar em regime de desdobramento, de forma a libertar duas salas de aula para lá instalar os serviços administrativos do Agrupamento D. Dinis, comprometendo, de alguma forma, o bom funcionamento do regime normal de aulas. Na altura, professores e encarregados de educação acharam um disparate tal procedimento. Agora, o disparate é idêntico!&lt;br /&gt;Quem responde por estas situações?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-5989826016763405049?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/5989826016763405049/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=5989826016763405049' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/5989826016763405049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/5989826016763405049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/09/mas-que-disparate.html' title='Mas que disparate!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-5524547464393882718</id><published>2007-09-10T14:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T14:29:55.954-07:00</updated><title type='text'>Professor Titular – um euro milhões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está a iniciar-se um novo ano escolar. Ao contrário do que acontecia em tempos, é bom ver os alunos felizes por este facto. Sempre que se fala deste assunto com eles, podemos ver bem espelhado no seu rosto este sentimento. O mesmo não se verifica nos professores. Aquilo que deixam transparecer, mesmo depois do gozo das férias, é ansiedade. Muitos ainda desconhecem o que os espera e outros já não esperam coisa nenhuma. A situação é, para muitos, avassaladora. Os Jornais e outros meios de comunicação dão-nos conta dos milhares de professores que não conseguiram um horário para poderem leccionar, neste ano lectivo e, provavelmente, nos que se seguem.&lt;br /&gt;A angústia é patente não só nos rostos daqueles que não conseguiram um horário ou uma vaga de escola, mas de muitos professores que, quase no fim da carreira, se viram ultrapassados por outros, mais novos. Estou a falar daqueles que não puderam beneficiar, como tantos outros, dos atropelos da Lei, recentemente criada pelo Ministério da Educação – Decreto-Lei nº 15/2007, de 19 de Janeiro. Daqueles que, de forma fantástica, chegaram à categoria máxima que é a de Professor Titular. Para isso, bastou-lhes o feito e os cargos ocupados, desde 1999.&lt;br /&gt;Muitos professores que tiveram acesso fácil à categoria de Professor Titular foram uns “sortudos”. Para eles, melhor do que isso, só o euro milhões! Podem até ter sido uns “baldas”, uns aniquiladores de vocações ou uns incompetentes no seu desempenho, nos anos anteriores, mas como conseguiram pontuar com os lugares de chefia e outros cargos foi “canja” chegar a este novo patamar da carreira docente.&lt;br /&gt;E, então aqueles que, nos anos anteriores a 1999, sempre tiveram uma intervenção activa na escola e nunca perderam o contacto directo com os alunos, leccionando?&lt;br /&gt;Dizia uma professora: “Sou uma das muitas infelizes que, depois de 33 anos de carreira em que me empenhei o melhor que pude e soube, só consegui uns míseros 94 pontos, o que me impediu aceder à categoria de professor titular”.&lt;br /&gt;“O Ministério da Educação admitiu, hoje, que o concurso para professor titular criou "injustiças" e vai permitir que 200 docentes acedam à categoria mais alta da nova carreira, por terem sido ultrapassados por colegas da mesma escola, com classificações inferiores”. Assim se poderá ler no Jornal “Público” de 31/08/2007.&lt;br /&gt;Esta lei é má, porque permite atropelos na carreira, gera conflitos e cria injustiças na classe. Não sei se o objectivo deste governo também é quebrar alguma unidade que nela, ainda, possa existir.&lt;br /&gt;Esta Lei não dignifica a carreira de professor porque desvaloriza a verdadeira função, para a qual ele foi formado. Ao contrário, valoriza os cargos e desmotiva aqueles que se querem dedicar, seriamente, a uma das causas mais nobres que é ensinar. Alguém dizia: “Nos tempos de hoje, ser professor mesmo na universidade, está a ser um martírio”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-5524547464393882718?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/5524547464393882718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=5524547464393882718' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/5524547464393882718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/5524547464393882718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/09/professor-titular-um-euro-milhes.html' title='Professor Titular – um euro milhões'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-6390321206687540299</id><published>2007-07-05T14:45:00.000-07:00</published><updated>2007-07-05T14:48:39.840-07:00</updated><title type='text'>Determinação, coragem e sacrifício.</title><content type='html'>Acabámos de assistir a uma greve que pretendia ser geral. A falta de convergência política das centrais sindicais desmobilizou alguns sindicatos da UGT e muitos trabalhadores. Por isso, tornou-a menos expressiva.&lt;br /&gt;Esta greve foi considerada, por muitos, uma manifestação política, por ter em conta reivindicações de carácter geral, relacionadas com as políticas governativas. Tratava-se de uma jornada de luta contra o encerramento de serviços de Saúde e de Educação e privatizações nas mesmas áreas, limitação dos direitos dos cidadãos no acesso à Justiça, redução real dos salários, congelamento de carreiras e perda de regalias dos trabalhadores. Por isso, a central sindical que ficou de fora deveria pôr de parte os seus interesses e simpatias por este Governo e juntar-se à CGTP, em defesa dos trabalhadores. Pelo discurso que vinha fazendo, tinha obrigação de, também ela decretar greve.&lt;br /&gt;Este facto, contudo, não impedia quem quer que fosse de aderir a esta jornada de luta, na qualidade de trabalhador Para isso, bastaria ter vontade, espírito de sacrifício e coragem. Vontade, porque é preciso determinação, na hora da verdade; sacrifício, porque é necessário prescindir de um dia de ordenado e, tendo em conta as escassas economias, nos dias que correm, não é fácil; coragem, porque embora sendo a greve um direito adquirido, sempre é necessário enfrentar os patrões, os chefes e, por vezes, os próprios colegas. Particularmente, nesta greve, foi preciso coragem para lutar contra o clima de suspeição criado pelo Governo no sentido de se elaborar listas de identificação dos grevistas, receando que pudessem vir a ser usadas para futuros despedimentos. &lt;br /&gt;Mas, a muitos trabalhadores não só lhes falta a coragem, como, também, têm medo e vergonha de participar numa greve. Têm medo de perder o emprego e vergonha dos próprios colegas. Acham que fazer greve não é para eles. Gente fina é outra coisa! Muitos até fariam greve se pudessem reembolsar o salário desse dia e não serem notados. Mesmo assim, quantos não são os que se apresentam ao serviço, no dia a seguir à greve, de atestado médico na mão, justificando a sua falta?&lt;br /&gt;Os trabalhadores portugueses tiveram uma boa oportunidade para manifestar o seu descontentamento, face às medidas impostas por este Governo que só tem prejudicado os seus direitos, em favor dos grandes grupos económicos. Em vez disso, preferem continuar no seu “choradinho”, lamentando-se, diariamente, no seu local de trabalho, enquanto se deveriam ocupar das suas tarefas profissionais. Dizem que as coisas estão difíceis e que estes governantes são uns ladrões que só pensam neles e nos amigos. Que não deixam de ter alguma razão! &lt;br /&gt;Nunca se ouviu falar tão mal do Primeiro-Ministro e da Ministra da Educação como nos últimos tempos, nas escolas de Vila Real, realidade que eu conheço. No entanto, em duas delas, o número de funcionários e professores grevistas não chegou a uma dezena. Falar mal dos governantes, sempre fica mais barato que fazer greve! Assim, mais vale calarem-se. Alguns até ganham mais do que aquilo que merecem. Por isso, é natural que sintam vergonha de fazer greve.&lt;br /&gt;Ainda, em relação às listas de identificação dos grevistas, sempre entendi que o governo as quisesse, apenas, para fins estatísticos. Não cabe na cabeça de ninguém que, sendo este um governo democrático, pensasse nelas com outra finalidade. Mas, outros tempos virão e, com eles, outros governos sem escrúpulos lhes sucederão, capazes de usar tais práticas, para o que bem lhes convier. Por isso, precisamos de estar atentos e usar a greve em determinados momentos. Ainda bem que a temos e podemos recorrer a ela. Há trinta e três anos atrás, os portugueses não tinham este direito. É preciso que ninguém se esqueça! Agora que o temos, não o usamos devidamente. Quem sabe se, um dia, o queremos e já não o temos! &lt;br /&gt;O mal dos homens é presumir que as coisas más passadas se tornam impossíveis de acontecer no futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-6390321206687540299?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/6390321206687540299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=6390321206687540299' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6390321206687540299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/6390321206687540299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/07/determinao-coragem-e-sacrifcio.html' title='Determinação, coragem e sacrifício.'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-2987561593995204880</id><published>2007-05-22T07:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-22T07:14:30.711-07:00</updated><title type='text'>Escola Inclusiva – Rejeição Zero</title><content type='html'>As instituições religiosas e outras, de carácter social e assistencial, que se dedicam à educação e ocupação dos deficientes, num contexto de segregação, são um entrave à criação de um projecto nacional que contemple a integração efectiva, ou melhor, a inclusão destes, na sociedade.&lt;br /&gt; No meu entender, estas instituições servem, apenas, para garantir os postos de trabalho daqueles que nelas prestam serviços e dar algum alívio aos pais das crianças e jovens que as frequentam. A maior parte das instituições não prepara estes indivíduos para a vida em sociedade, antes pelo contrário, isolam-nos, cada vez mais, num mundo singular, que é só deles. Ao isolá-los, também não prepara a sociedade no sentido de aprender a aceitá-los e a conviver com eles, na escola, na rua, no emprego, no dia a dia. &lt;br /&gt; Estas Instituições não fazem rejeição do indivíduo deficiente nem utilizam práticas incorrectas, por ignorância, como acontecia nos primórdios, da Educação Especial pelos fins do século XVIII, mas continuam a preocupar-se mais com o aspecto assistencial e proteccionista do que educativo. &lt;br /&gt; Nas instituições, os responsáveis pela educação dos deficientes dão muita importância às actividades de rotina, o que lhes permite, de facto, obter alguma autonomia, dentro do estabelecimento. Porém, fazem-no num ambiente restritivo e na ausência dos verdadeiros modelos. Ao mesmo tempo, estes indivíduos são impedidos de viver experiências diversificadas, no mundo exterior e de poder partilhá-las com os ditos “normais”. &lt;br /&gt; Fala-se muito em integração dos deficientes ou de inclusão. Este último termo, mais actual, não reúne consensos de ordem prática, por isso, a sua implementação está a ser, constantemente, adiada. &lt;br /&gt; Após a Conferência Europeia de Salamanca, em 1994, da qual resultou uma declaração sobre princípios, políticas e práticas na área das Necessidades Educativas Especial, foram emanadas, pelos diferentes governos, algumas orientações, no sentido de se criar, efectivamente, uma escola para todos. Escola onde, com toda a certeza, haveria espaço para todos aqueles que, neste momento, frequentam as instituições. Mas, a falta de vontade política, as pressões daqueles que defendem uma escola elitista, os interesses daqueles que super-entendem as instituições, têm levado os governos sucessivos a adiar um projecto que valoriza, respeita e dignifica os cidadãos deficientes, numa sociedade que, também é a sua.&lt;br /&gt; Até aqui, a integração fez-se e continua a fazer-se, somente, nas escolas do ensino regular, segundo um modelo centrado no aluno e baseado em princípios de normalização, propiciando-lhe um ambiente saudável e menos restritivo possível. Tudo isto numa perspectiva pedagógica que procura respeitar as suas características individuais.&lt;br /&gt; Não concebo que possa fazer-se integração em qualquer outro ambiente que não seja o da escola pública. Se fossem criadas muitas das condições, em termos de recursos humanos e materiais, que existem em algumas instituições particulares, o atendimento pedagógico e terapêutico poder-se-ia fazer ali mesmo. Para isso, bastaria criar equipas multidisciplinares com técnicos especializados, canalizar os dinheiros que estão a ser gastos, pela Segurança Social, com esta população, para as escolas, através do Ministério da Educação. &lt;br /&gt; Bauer e Shea afirma que, implementar um modelo inclusivo sem considerar serviços de apoio adequados que dêem lugar a uma educação apropriada, é a mesma coisa que fomentar o insucesso, que impedir o aluno de alcançar níveis de sucesso consentâneos com as suas capacidades.&lt;br /&gt; Assim, conclui-se que a educação inclusiva e a educação apropriada se complementam, pretendendo, ambas, incluir rejeição “zero” e dar resposta às necessidades de todos os alunos, nas escolas regulares. Neste sentido, esperemos, um dia, poder ver implementada, no nosso país, uma escola onde possamos encontrar todos os alunos, sejam quais forem as suas características e necessidades.&lt;br /&gt;Vítor Olo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-2987561593995204880?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/2987561593995204880/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=2987561593995204880' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/2987561593995204880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/2987561593995204880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/05/escola-inclusiva-rejeio-zero.html' title='Escola Inclusiva – Rejeição Zero'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-1227712429475698281</id><published>2007-04-14T15:09:00.000-07:00</published><updated>2007-04-14T15:11:08.820-07:00</updated><title type='text'>Entretenimento de alto risco!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Acabámos, recentemente, de assistir ao final do concurso televisivo “Grandes Portugueses”, com a eleição de alguém cujo nome é desnecessário nomear. Repugna-me escrever o seu nome e, muito mais, falar dos actos inqualificáveis da sua governação. Actos que todos conhecemos, que “não lembram ao diabo” e que muitos preferem ignorar. Ainda hoje há gente da sua estirpe, como pudemos verificar, e haverá até ao final dos tempos, porque onde há homens, há maldade. Dele já não temos que ter medo mas sim dos seus seguidores que, de forma manhosa e perspicaz, vão conseguindo os seus intentos. Passo a passo, lá vão, “levando a água ao seu moinho”.&lt;br /&gt;            Este concurso não passou de uma brincadeira de mau gosto realizado pela jornalista Maria Elisa, à custa dos dinheirinhos dos portugueses, não só daqueles que votaram mas também dos que pagam os seus impostos. Esperemos que não tenha passado disso mesmo.&lt;br /&gt;            Uma jornalista que, assim, promove um concurso, em nome da cultura portuguesa, só prova falta de criatividade e pouco discernimento profissional para prever as consequências de um programa deste género, já testado noutros países com resultados idênticos e substancialmente negativos.&lt;br /&gt;            Esta falta de criatividade é comum a quase todos os realizadores de concursos da RTP e das restantes televisões portuguesas, porque não são capazes de criar os seus próprios programas, preferindo adquirir formatos pagos a preço de ouro às suas congéneres estrangeiras. Importam tudo o que é lixo!&lt;br /&gt;            Não se compreende, como é possível, uma televisão do Estado, responsável por um serviço público que requer qualidade, apoiar um programa tão deprimente?&lt;br /&gt;            Não sou um espectador televisivo muito atento, nem, tão pouco, aprecio concursos, mas logo me apercebi que este iria dar “raia”. Não deu raia, mas deu um polvo que em tempos, com os seus tentáculos destruiu um povo, impedindo que crescesse livremente. Este desfecho era previsível, por isso, desinteressei-me e não participei nele, como não participo em nenhum concurso que implique chamadas de valor acrescentado ou SMS, porque considero, este sistema de votação, uma fraude.&lt;br /&gt;            O resultado final, não foi surpresa para a maioria dos portugueses, porque tudo se encaminhava para isso. Surpresa foi não haver um prémio para o vencedor, o que sempre acontece. Será que a Maria Elisa se esqueceu deste pormenor? Ainda bem, porque, o vencedor ao ressuscitar de forma tão aplaudida, para levantar o prémio, poderia cá querer ficar. E, lá, teríamos que o “gramar” por mais quatro décadas! Eu sei que há muita gentinha que gostaria que isso acontecesse. Não desta maneira, porque é impossível, mas que surgisse um seguidor com a mesma ideologia política. As pessoas que assim pensam querê-lo-iam para os outros, não para si: os corruptos, por exemplo. Somos, ainda, um país, onde a corrupção é premiada.&lt;br /&gt;            O Resultado deste concurso é uma prova da pequenez do nosso povo que continua a viver para o antes e não para o futuro. As televisões têm grande responsabilidade em tudo isto, porque criam heróis à força e impõem programas aos portugueses que só servem para os tornar ainda mais saudosistas. Presentemente, está a iniciar-se um novo canal “RTP Memória”. Para que servirá?&lt;br /&gt;            Sinto angústia e tristeza por verificar que Portugal continua mergulhado no obscurantismo e na ignorância. Basta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-1227712429475698281?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/1227712429475698281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=1227712429475698281' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/1227712429475698281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/1227712429475698281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/04/entretenimento-de-alto-risco.html' title='Entretenimento de alto risco!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-8118725682618226950</id><published>2007-03-18T14:24:00.000-07:00</published><updated>2007-03-18T14:26:31.029-07:00</updated><title type='text'>Avaliação desempenho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;Conforme prevê o Decreto Regulamentar nº 19-A/2004 de 14 de Maio, está a processar-se, neste período, a avaliação do desempenho dos funcionários e agentes dos serviços, nas várias instituições públicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;Há sectores ou organismos, onde a tarefa de avaliar não é fácil. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;Por princípio, ninguém quer e ninguém gosta de ser avaliado. Por isso, sempre que acontece, todos manifestam preocupação. Uns mais outros menos, porém ninguém fica indiferente ao acto. No período em que decorre a avaliação desempenho, o conflito entre funcionários aumenta. Discutem, em cochicho, notas fictícias, procurando cada qual valorizar-se à sua maneira. Todos se acham “o melhor” no desempenho. Ignoram, de forma cega, negligências cometidas, ao longo do ano, no exercício das suas funções. Pelo meio, aparecem os agitadores que dão palpites sobre a avaliação dos outros, lançando mais achas para a fogueira. Todos querem a nota máxima e, quase sempre, é a que expressam na sua auto-avaliação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;As normas que regem o sistema de avaliação desempenho estão bem claras no Regulamento em referência, mas, às vezes, são, intencionalmente, mal entendidas. O Conselho de Coordenação de Avaliação (CCA) e o avaliador, em particular, deveriam exercer as suas competências, de forma séria, com imparcialidade e isenção, o que nem sempre acontece.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;O CCA tem a obrigação de cumprir e fazer cumprir as normas, com rigor, não permitindo subterfúgios. A Lei permite a agregação, ou não, de grupos profissionais, para efeitos de aplicação das percentagens máximas de mérito e excelência. Esta decisão é da competência do dirigente máximo de cada organismo, podendo ser fixada em acta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;A agregação, só é aplicável se existir, entre os grupos profissionais, alguma proximidade, quer ao nível habilitacional quer ao nível do tipo de funções exercidas. Estas condicionantes nem sempre se verificam. Faz-se agregação por conveniência e, apenas, para favorecer grupos profissionais mais privilegiados, porque, normalmente, estes reúnem poucos elementos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;Numa determinada instituição pública, um grupo profissional menos favorecido, com condições suficientes para tirar proveito da aplicação máxima de mérito e excelência, (mais de 20 elementos), ao ser agregado a outros, para avaliação desempenho, não foi contemplado com um único “Muito bom”. Espera-se que, essas qualificações possíveis de ter sido atribuídas a 20% dos seus elementos, não revertam a favor de outros grupos profissionais da mesma agregação. Se assim não for, onde está a aplicação do sistema equitativo referido no artº 9º do Decreto Regulamentar? Será que os funcionários competentes só existem nas profissões mais privilegiadas? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;Conforme refere o respectivo Regulamento, a avaliação é da competência do superior hierárquico imediato ou do funcionário que possua responsabilidades de coordenação sobre o avaliado. A avaliação é, portanto, um acto sério e nem todos os avaliadores o encaram com a mesma seriedade. Há avaliadores, não isentos, que agem sobre pressão dos avaliados, dos seus superiores hierárquicos e dos seus actos falhados. Por exemplo, nenhum avaliador, com “rabos de palha”, avaliará com isenção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;Este é o ponto crítico desta reforma. Para que se instale um espírito de credibilidade no sector público, as chefias têm de ser respeitadas e reconhecidas pelos seus próprios méritos. Que confiança merece, por exemplo, um elemento do CCA que, perante o dever de sigilo, quebra a confidencialidade e usa a informação para angariar simpatias?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;Que se acabe, definitivamente, com o clima de suspeição imposto pelos actos de amiguismo e favorecimento político. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-8118725682618226950?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/8118725682618226950/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=8118725682618226950' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8118725682618226950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/8118725682618226950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/03/avaliao-desempenho.html' title='Avaliação desempenho'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-3542743492160655201</id><published>2007-02-25T11:29:00.001-08:00</published><updated>2007-02-25T11:29:39.032-08:00</updated><title type='text'>O prémio virtual da ministra</title><content type='html'>No dia 24 de Janeiro, tivemos conhecimento, pelos meios de comunicação, que o Ministério da Educação irá atribuir, já este ano, um prémio, no valor de 25 000 euros, ao “melhor” professor do ano. Poderão ser candidatos a este prémio professores dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e Secundário. Para além do “Prémio Nacional de Professores”, assim denominado, serão, também, atribuídos “Prémios de Mérito”.&lt;br /&gt;                A corrida ao prémio já começou e não vai faltar concorrentes. Trata-se de um concurso e, nestas situações, muitos não vão querer perder a oportunidade. Se não puder ser a “cenourinha” da Ministra, que sejam uns pozinhos de protagonismo e alguma projecção mediática. As propostas de candidatura estão, conforme manda o regulamento, a ser preparadas. Cabe aos Conselhos Executivos e às Associações Profissionais de Professores propor os candidatos ao galardão, os quais poderão ser também indicados por, pelo menos, 50 docentes do mesmo Agrupamento de Escola ou do mesmo grupo disciplinar. Até ao dia 30 de Abril, terão de ser submetidas, electronicamente, na Internet. Só depois será possível conhecer os “super magníficos” e, mais tarde, o vencedor.&lt;br /&gt;                Tenho muitas reservas, quanto às finalidades deste prémio, embora a Ministra defenda que ele irá contribuir para a qualidade do sistema de Ensino e valorização da escola. Penso que não servirá para coisa nenhuma. Pelo contrário, irá provocar mais fricções entre os professores, uma vez que, ao tentar escolher “o melhor”, sempre cria injustiças, deixando de fora outros que poderiam preencher os mesmos requisitos.&lt;br /&gt;                Ninguém tem que receber prémio extra por aquilo que faz. É o seu dever fazer o melhor que sabe e pode. Por isso lhe pagam, mensalmente. É certo que alguns deveriam ver os seus vencimentos reduzidos, todos os meses, porque não cumprem os seus deveres. Mas, muitos nascem já dotados e, pela vida fora, não lhes faltam oportunidades para por os seus dotes à prova. Por isso, não fazem favor nenhum, em serem os melhores.&lt;br /&gt;                Não concordo com a atribuição de quaisquer prémios. No entanto, parece-me que deve haver, sempre, reconhecimento pelo trabalho excepcional que não tem que ser materializado. Às vezes, o seu autor gostaria, apenas, de o ver promovido, experimentado e aplicado por outros. Quantos exemplos de boas práticas não existem, pelo país fora? As Universidades têm conhecimento delas, com certeza. Porque não as divulgam? Têm medo de perder a posse do conhecimento e do saber? Porque não importam elas essas práticas e os seus actores e, com eles, preparam os novos e verdadeiros professores? Preferem continuar a patrocinar os “oportunistas do saber” que, por conveniência ou favorecimento, lá foram parar.           Também não é um prémio nacional de professores que vai fazer mudar as coisas. Ele não trará nenhuma mais-valia, para o Ensino. Talvez surtisse algum efeito um concurso com centenas de prémios iguais, porque, assim, seria mais abrangente. As expectativas geradas poderiam motivar, de forma excepcional, os professores. E, consequentemente, dinamizar o ensino.&lt;br /&gt;                Com os critérios de selecção propostos, vai ser mais difícil à Ministra encontrar um “magister expert”, do que à Maria Elisa descobrir o “grande português”. Tanto um concurso como outro serão virtuais. A diferença está na acção. Os candidatos da Maria Elisa não precisam de fazer nada. Já fizeram tudo, noutros tempos e nem sempre bem. Há, mesmo, um candidato que só cometeu barbaridades e, no entanto, está bem posicionado. Agora, os candidatos da Ministra terão de se esfolar, isso sim. Só um “super-professor” poderá alcançar o troféu. Mas, para ser sério, só poderá ser virtual. Não é possível um candidato, num só ano, preencher todos os requisitos.&lt;br /&gt;                Tendo em conta o carácter de excelência do prémio, os candidatos propostos deverão: ter promovido o sucesso dos alunos e a qualidade das aprendizagens; ter promovido o desenvolvimento do ensino experimental das ciências e a criatividade nas escolas; ter promovido a diminuição do insucesso e do abandono escolares, bem como a inclusão e a integração de alunos em situação difícil; ter orientado a sua actividade profissional, tendo em conta processos de avaliação e reflexão sobre as práticas de ensino; ter colaborado com os pais e com a comunidade educativa, desenvolvendo esforços tendentes à integração social dos alunos; ter contribuído para a melhoria do funcionamento e da organização da escola; ter contribuído para a formação e integração de novos professores; ter contribuído para a difusão de boas práticas educativas. Vejam só!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-3542743492160655201?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/3542743492160655201/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=3542743492160655201' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/3542743492160655201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/3542743492160655201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/02/o-prmio-virtual-da-ministra.html' title='O prémio virtual da ministra'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-7276868671063318034</id><published>2007-02-12T14:49:00.000-08:00</published><updated>2007-01-29T11:07:57.955-08:00</updated><title type='text'>Professor-tutor, sim!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            À semelhança do que se vem fazendo noutros países da União Europeia, o Ministério da Educação pretende criar a figura de "professor-tutor".&lt;br /&gt;            Segundo o Secretário de Estado da Educação, Válter Lemos, o novo sistema prevê a criação de um professor central ou tutor no 5.º e 6.º anos de escolaridade, num regime de monodocência coadjuvada, que leccionará várias áreas.&lt;br /&gt;            Sindicatos de professores e responsáveis de algumas universidades contestaram já a ideia e, como será de esperar, prevêem-se fortes reacções da classe a mais esta iniciativa do governo de Sócrates. A discussão sobre esta figura será inevitável e irá ter a discordância de um grande número de professores, porque o que os preocupa não será a figura em si, mas as mudanças nas práticas pedagógicas, que ela implicará, e muitos não estarão dispostos a fazê-las. Como tal, todo o ser humano é adverso às mudanças, mas elas são necessárias, embora, se considere que não devam ocorrer todas ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;            A criação da figura professor-tutor e as medidas que a acompanham, a serem postas em prática, irão de certa forma, revolucionar o Ensino Básico. Assim, passará a existir, não um “super professor” (como alguns já dizem), mas um professor aglutinador de conhecimentos, capaz de compreender melhor os alunos e gerir a interdisciplinaridade. Esta ideia poderá contribuir para a implementação da escola inclusiva, uma escola para todos, há muito adiada.&lt;br /&gt;            Sabemos que, tal como têm sido “ministrados” os conhecimentos, quase sempre com recurso à exposição directa, os alunos não se motivam, as aprendizagens não se efectivam e o sucesso escolar não se verifica. É preciso, de facto, mudar as estratégias de actuação, recorrendo cada vez mais às aprendizagens significativas através de projectos dinamizadores que permitam maior envolvimento dos alunos e professores. Esta modalidade de ensino pode ser implementada a este nível e será, com certeza, bem acolhida pelos alunos. Provam-no muitas das experiências que estão a ser realizadas pelo país fora.&lt;br /&gt;            O modelo de ensino multidisciplinar, tal como está ao nível do 2º ciclo, só servirá as pretensões de alguns professores, porque os mantém no seu “cantinho”. Dispensa-os de muito trabalho de grupo e de articulação curricular, mas, nunca servirá os alunos, porque não os motiva. A demasiada carga horária, o excesso de conteúdos e as matérias desajustadas às necessidades presentes são, também, factores impedidores de aprendizagem.&lt;br /&gt;            Este novo modelo prevê outros professores, para além do professor-tutor, os quais trabalharão de forma coadjuvada. Provavelmente, passará a existir uma equipa mais pequena de professores multidisciplinares. Contudo, esta redução de professores, por turma, favorecerá a articulação curricular que, por sua vez, permitirá concretizar o trabalho de projecto. Acima de tudo, facilitará a introdução de metodologias que proporcionarão novas e diferentes práticas pedagógicas. Só assim, os alunos passarão a ser os protagonistas das aprendizagens e os professores verdadeiros orientadores.&lt;br /&gt;            O presidente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra criticou a intenção do Governo de introduzir um professor generalista no 2.º ciclo, considerando que representa "uma infantilização" deste nível de ensino. Como pode alguém, com tanta responsabilidade, fazer tais afirmações?&lt;br /&gt;            Qualquer mudança ou transição provoca no indivíduo insegurança e frustração. Por isso, a criança, nestas idades, pode levar algum tempo a adaptar-se a uma nova situação. Essa adaptação será mais facilitada se, o número de adultos com quem vier a conviver, for reduzido. Também está cientificamente provado que os resultados pedagógicos serão substancialmente melhores se existir, no aluno, bom equilíbrio emocional. Também se pode assegurar, que as aprendizagens se processam melhor, se tiverem carácter lúdico ou se forem realizadas através de representações.&lt;br /&gt;            Estando, as crianças, numa fase de desenvolvimento, de encantamento e de primazia ao jogo, que mal fará aprender, brincando? Nada as impede de tratar assuntos sérios e de se desenvolverem, mentalmente.&lt;br /&gt;            Deixem as crianças viver a sua infância!&lt;br /&gt;            Deixem as crianças ser crianças!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-7276868671063318034?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/7276868671063318034/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=7276868671063318034' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7276868671063318034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7276868671063318034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/02/professor-tutor-sim.html' title='Professor-tutor, sim!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-7027413502857025230</id><published>2007-01-29T11:06:00.000-08:00</published><updated>2007-01-29T11:07:58.557-08:00</updated><title type='text'>Tantos territórios, para quê?!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A carta educativa de Vila Real está em discussão pública desde 17 de Dezembro, devendo ser aprovada em reunião de câmara e Assembleia Municipal nos próximos dias.&lt;br /&gt;A carta educativa não é certamente uma carta de amor à Ministra da Educação, como alguns poderão pensar. Mas se o fosse, seria ridícula. Porque “todas as cartas de amor são ridículas”, assim diria Fernando Pessoa. Esperemos que esta, não sendo de amor, não seja ridícula! Para já, trata-se de uma proposta de boas intenções. Mas, “de boas intenções está o inferno cheio”!&lt;br /&gt;Reflectindo, seriamente, sobre o assunto, não sei se a criação de territórios prevista na carta educativa, servirá para alguma coisa. Como o concelho de Vila Real é relativamente pequeno, em termos de área, melhor, seria considerar um único território e implementar, na sua sede, quatros ou cinco escolas integradas. Desta forma, todas as crianças e jovens se deslocariam para Vila Real, onde realizariam os seus estudos.&lt;br /&gt; Praticamente, nenhuma localidade do concelho fica a mais de meia hora de viagem, da respectiva sede, nem as acessibilidades são assim tão más. Conhecemos concelhos muito mais extensos em área, e, no entanto, criaram um único centro escolar.&lt;br /&gt;O progresso das aldeias jamais será uma realidade. As políticas não estão, para lá, direccionadas nem se vislumbram iniciativas locais que contrariem esta tendência. Sei, que os centros escolares poderão ser pólos de desenvolvimento, mas para isso, terão que ser construídos nos povoados e não nos descampados, como alguns parecem perspectivar-se. E, uma vez que as aldeias, já, estão condenadas ao despovoamento, o melhor seria, que as crianças dessem início aos seus estudos, logo nas escolas integradas da sede, porque a mudança e a adaptação também cria angústia ou frustração, muitas vezes causas de insucesso escolar.&lt;br /&gt;Para alguns, esta ideia pode parecer disparatada, ou provocatória, mas, será que daqui a vinte ou trinta anos não estaremos a vender os edifícios escolares previstos no meio rural, à semelhança do que, hoje, se faz com as escolas do primeiro ciclo?&lt;br /&gt;A criação dos territórios e dos respectivos centros escolares nas aldeias só servirá para acentuar ainda mais as desigualdades, em termos de ensino. Uma escola de um meio rural vai ser sempre marcada, de forma desfavorável, pelo público que a frequenta, não só pelo extracto social do qual originam os respectivos alunos, mas também pelo ensino de pouca exigência, que, quase sempre, é posto em prática.&lt;br /&gt;Vejamos o que se passa nas escolas do segundo ciclo! As turmas dos alunos da cidade, quando comparadas com as dos alunos das aldeias, apresentam diferenças significativas de desempenho e, em consequência, quase sempre, melhores resultados.&lt;br /&gt;As futuras escolas integradas, bem geridas em termos pedagógicos, poderão de alguma forma, minimizar ou mesmo resolver, estas diferenças. A solução estará na organização de turmas. Porque razão se, hão-de manter turmas homogéneas de alunos que, normalmente, derivam da mesma escola ou da mesma localidade? Porque razão se há-de continuar a estigmatizar a turma “B” ou “C” pelo simples facto de conter alunos de uma aldeia ou bairro? E, porque razão se há-de enfatizar a turma “A”, pelo facto dos seus alunos terem frequentado uma escola da cidade ou determinada instituição “elitista”? Não se compreende!&lt;br /&gt;Não pretendo que esta reflexão tenha qualquer efeito na tomada de decisão, em relação à aprovação da carta educativa, quero apenas alertar os diferentes agentes de educação para estas realidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-7027413502857025230?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/7027413502857025230/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=7027413502857025230' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7027413502857025230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7027413502857025230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/01/tantos-territrios-para-qu.html' title='Tantos territórios, para quê?!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-4553390403284908395</id><published>2007-01-29T11:02:00.000-08:00</published><updated>2007-01-29T11:04:56.230-08:00</updated><title type='text'>“Sempre se fez assim”, porquê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O governo prepara-se para fazer a «grande reforma da Administração Pública».&lt;br /&gt;Qualquer cidadão consciente, independentemente de ser ou não funcionário público, tem a noção desta necessidade urgente.&lt;br /&gt;Sempre que alguém precisou de tratar assuntos de seu interesse nos serviços públicos, teve de enfrentar, certamente, as barreiras da burocracia administrativa, por isso deu conta das anomalias existentes. A este nível, nem tudo esteve ou está mal, com certeza, mas temos de reconhecer que alguns departamentos, simplesmente, não funcionam ou funcionam muito mal.&lt;br /&gt;São já conhecidas, por todos, as razões que levam o governo a implementar esta reforma. A principal, é de carácter economicista, mas todos compreendemos que há uma necessidade de mudança para que todo o aparelho estatal funcione de forma mais eficaz, por isso é que ela se vai processar em todos os ministérios e a todos os níveis.&lt;br /&gt;Não faz muito tempo, sempre que um simples cidadão se dirigia ao balcão de algumas repartições públicas, fazia-o com um certo constrangimento, prevendo a forma morosa e prepotente como, normalmente, era atendido. Ao contrário, se era alguém importante ou influente na sociedade local, então, o atendimento decorria com vénias e simpatia. Era uma desigualdade total em termos de tratamento, perante cidadãos de direitos iguais. Alguns, até, tinham o direito a entrar pela “porta do cavalo”, o que, ainda hoje acontece, mas com menos regularidade. É isto que é necessário mudar, e não só!&lt;br /&gt;Verifica-se, ainda, em muitas repartições públicas, o uso e abuso do poder dos chefes e funcionários. Estes parecem confundir o local dos serviços com a sua própria casa. Por exemplo, usam o telefone para tratar assuntos pessoais e particulares. Fazem-no com tanta frequência e naturalidade que já consideram um direito adquirido. Em vez de despacharem o expediente ou realizarem as tarefas que lhes são devidas, passam o tempo resolvendo, dali mesmo, as suas preocupações e as dos amigos. O próprio pessoal, seguindo o mau exemplo das chefias, continua no "laissez faire, laissez passer", prestando um mau serviço ao estado e aos cidadãos. Outros, toda a vida usaram a sua posição profissional para conseguir troca de favores.&lt;br /&gt;É preciso por fim a tudo isto! Mas, para isso, é necessário que todos os funcionários estejam abertos à mudança, que as suas mentalidades se modifiquem, que ponham de lado as práticas rotineiras, do “sempre se fez assim”.&lt;br /&gt;Ainda bem que estas práticas se vão modificando, em algumas instituições públicas, graças aos seus chefes e administradores. Atentos e responsáveis, vão alterando determinados procedimentos e gerindo, cada vez melhor, os seus recursos.&lt;br /&gt;            Resta, com esta reforma, implementar uma avaliação que permita reconhecer aqueles que exercem excelentes capacidades de comunicação, argumentação, empatia, e humanização nas relações com os utentes, durante o desempenho e compensá-los de forma justa e efectiva.&lt;br /&gt;Urge, assim, sensibilizar estes profissionais para a mudança, face  ao novo enquadramento do secretariado e às exigências de qualidade e modernidade na função de atendimento ao público.&lt;br /&gt;Vítor Olo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-4553390403284908395?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/4553390403284908395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=4553390403284908395' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4553390403284908395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/4553390403284908395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/01/sempre-se-fez-assim-porqu.html' title='“Sempre se fez assim”, porquê?'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-7449707696728260240</id><published>2007-01-06T04:13:00.000-08:00</published><updated>2007-01-06T04:19:26.203-08:00</updated><title type='text'>Uma rua sem sorte!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RZ-Tqdo7FYI/AAAAAAAAAA0/1YPBFrn386c/s1600-h/quiosque1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016890867634083202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RZ-Tqdo7FYI/AAAAAAAAAA0/1YPBFrn386c/s400/quiosque1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há anos que se encontra na rua Sargento Belizário Augusto da cidade de Vila Real, mais concretamente nas traseiras dos Bombeiros da Cruz Verde, um quiosque instalado em cima do passeio, obstruindo completamente a passagem de peões.&lt;br /&gt;Há dias, ao passar por ali, pude assistir a uma situação caricata: a sua proprietária, muito fula, tentava abrir o “estabelecimento comercial”, para dar início a um novo dia de negócio, sem conseguir, efectivamente; um jipe, estacionado muito rente às chapas impedia que ela abrisse as portadas, que davam para a via. Como segui viagem, não sei por quanto tempo se manteve aquela situação. Mas que a senhora começou mal o dia, isso sim!&lt;br /&gt;O que acabo de relatar é uma situação insólita, mas resultante de algo que está mal nesta cidade. Não se compreende porque razão este quiosque ocupa todo o passeio, obrigando as pessoas, que por ali passam a pé, a andar em ziguezague, correndo, assim, algum perigo ao confrontar-se com a circulação automóvel, na via.&lt;br /&gt;Situação idêntica se passa no passeio oposto. Há anos, com a construção da residência episcopal, foi levantada a calçada à portuguesa que, então, lá existia e até hoje não foi reposta. As pedras encontram-se espalhadas pelo passeio e, dada a degradação em que este se encontra, alguns automobilistas aproveitam para nele, habitualmente, estacionar.&lt;br /&gt;Esta via, transversal à Rua do Carmo, não é muito concorrida por pessoas, talvez por isso, os responsáveis não tenham dado conta da situação. Mas, se deram, já se habituaram a conviver com esta dupla aberração. Não é só pelo incómodo que pode causar aos transeuntes, mas pelo mau aspecto, em termos de arranjo urbanístico.&lt;br /&gt;Referindo-me ao quiosque, comparo-o a uma casa em ruínas, em que o proprietário não compõe, porque a renda é baixa; o arrendatário, que é o município, não faz arranjos ou modificações, porque não tem rendimentos. Será que é assim?&lt;br /&gt;Entendo, no entanto, que a proprietária não deverá ser a principal responsável pela situação, porque, certamente, está licenciada para comercializar naquelas condições. Condições essas que, além de impróprias, são insustentáveis para ela. Naquele sítio, duvido que consiga ganhar “para o caldo”!&lt;br /&gt;Está na hora de alguém, com responsabilidade, resolver a situação e fazer alguma coisa por esta comerciante. Desconheço a sua condição económica e social, mas acho que merece um pouco mais. Estou a falar da concessão de um espaço num lugar mais frequentado por pessoas, para ela poder exercer o seu negócio com alguma dignidade, semelhante a outros que já existem nesta cidade.&lt;br /&gt;Não sei se é o que ela pretende!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-7449707696728260240?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/7449707696728260240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=7449707696728260240' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7449707696728260240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7449707696728260240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2007/01/uma-rua-sem-sorte.html' title='Uma rua sem sorte!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RZ-Tqdo7FYI/AAAAAAAAAA0/1YPBFrn386c/s72-c/quiosque1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-7560852930683872858</id><published>2006-12-27T13:49:00.000-08:00</published><updated>2006-12-27T14:04:07.173-08:00</updated><title type='text'>A vontade de brotar!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RZLskPTNyvI/AAAAAAAAAAo/zxm6C-ZR5bo/s1600-h/fonte+a+brotar1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5013329442543356658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RZLskPTNyvI/AAAAAAAAAAo/zxm6C-ZR5bo/s400/fonte+a+brotar1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há alguns anos, quem fizesse habitualmente o percurso Vila Real Santa Marta de Penaguião na Estrada Nacional 2, antes da ponte do Sordo no “alto da andorinha”, podia observar uma bonita fonte construída em granito, pela JAE instituição pública que, então, zelava pela conservação das Estradas de Portugal. Quem ali passasse podia matar a sede, refrescar-se com a água que jorrava continuamente para um tanque e levar, ainda, uns cântaros dela para casa. Muitos eram os automobilistas que o faziam. As sobras que vertiam do tanque regavam, ainda, as hortas de dois ou três pequenos agricultores, na parte inferior da estrada. Era um pequeno oásis o que ali existia!&lt;br /&gt;A construção do canal que abastece a mini-hídrica de Parada de Cunhos, na linha de água Sordo/Corgo, fez secar a fonte, retirando, assim, aos proprietários dos terrenos envolventes e a dois moradores locais, uma enorme regalia. Não sabemos se a empresa responsável os indemnizou, devidamente, mas quer parecer-me que, pelo menos os moradores, ainda hoje mantêm uma situação provisória, isto é, estão a ser abastecidos de água, não sei de onde, através de uma mangueira que se encontra, desde essa altura, à superfície, na valeta, ao longo da estrada. Desta forma, provavelmente, têm que beber água calda no Verão; e água gelada no Inverno. Os automobilistas, esses nunca mais puderam apreciar aquela água que da encosta, gratuitamente brotava. Jamais puderam contemplar a paisagem ímpar de socalcos que, dali, os seus olhos avistavam, quando paravam.&lt;br /&gt;Quem viaja, pode ver que outras fontes, noutras paragens, tiveram o mesmo destino ou sorte idêntica. Neste país, não há quem zele por esta pequena riqueza natural, não me refiro, concretamente, aos fontanários, mas sim às suas nascentes que são dádivas da natureza. As empresas que constroem as vias rápidas, as auto-estradas, os túneis são as principais responsáveis, porque destroem as linhas de água. São responsáveis, mas não são responsabilizadas pelo prejuízo causado. Ninguém as obriga a repor a água que desviaram ou a explorar outra. E, no entanto, os ganhos obtidos com ela são, às vezes, escandalosos, como se verificam nas empresas de energia.&lt;br /&gt;No caso a que me refiro, penso que a autarquia de Vila Real também tem sua quota-parte de responsabilidade por não ter acautelado, devidamente, esta situação, nem ter feito nada, para a resolver.&lt;br /&gt;Para os responsáveis, parece ser já um caso perdido, mas para a mãe-Natureza não. Ela não é soberba como eles, é generosa e, de tempos a tempos, a fonte brota. É o que acontece, neste momento. Talvez queira dizer àqueles que criam lucros fáceis, à sua custa, que ainda não morreu.&lt;br /&gt;Quem tiver saudades daquela fonte a jorrar água, pode ir vê-la. Apressem-se, porque não será por muito tempo! Ela agradece!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-7560852930683872858?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/7560852930683872858/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=7560852930683872858' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7560852930683872858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/7560852930683872858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2006/12/vontade-de-brotar.html' title='A vontade de brotar!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RZLskPTNyvI/AAAAAAAAAAo/zxm6C-ZR5bo/s72-c/fonte+a+brotar1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-1073046589138761723</id><published>2006-12-13T13:18:00.000-08:00</published><updated>2006-12-13T13:19:48.375-08:00</updated><title type='text'>A  A.C.R.D. de Arnadelo tenta reanimar!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RYBuO7LGE8I/AAAAAAAAAAc/uqdRl6EZdkQ/s1600-h/escola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5008123988317443010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RYBuO7LGE8I/AAAAAAAAAAc/uqdRl6EZdkQ/s400/escola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com a reorganização da rede escolar imposta recentemente por este governo a população de Arnadelo perdeu a sua escola básica e os seus alunos tiveram de ser transferidos para a Escola de Tuizendes a funcionar no Centro Cultural desta localidade que dista a dois quilómetros aproximadamente.&lt;br /&gt;O Povo de Arnadelo não se conforma com a opção que foi tomada. Questiona porque é que a escola da sua localidade não foi a escolhida para acolhimento dos alunos das três aldeias. Era, sem dúvida, a mais central, a que oferecia melhores condições geográficas, situando-se no centro do povo, com boa exposição solar, e também com as melhores acessibilidades. Por exemplo, nem sequer precisava de rampas. Talvez não tivesse um espaço para servir as refeições às crianças, mas faziam-se obras como as que estão a acontecer na escola de Tuizendes. Se é que “àquilo” se pode chamar escola! Ao mesmo tempo, a autarquia poderia investir o dinheiro naquilo que era seu e que é património de todos nós. Mas outros interesses, provavelmente, prevaleceram!&lt;br /&gt;            Uma vez a escola perdida, o povo de Arnadelo não quer perder agora o edifício, porque não vá a autarquia querer engordar os seus cofres com a sua venda. Pelo que parece um dos destinos das escolas desactivadas é esse. Isto é, “para quem der mais”, ou não. E para esta, os interessados já são muitos. Neste sentido, a população quer segurar este edifício e dar-lhe uma nova função, de cariz social e cultural. Por isso pretende que este seja entregue à Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Arnadelo.&lt;br /&gt;            É certo que esta Associação tenha estado inactiva há alguns anos, também por falta de uma sede própria, mas neste momento assumiu uma nova responsabilidade, comprometendo-se gerir e dinamizar este novo espaço, se lhe for entregue pelas respectivas autoridades. Com este objectivo, no dia 8 de Dezembro os seus elementos reuniram o povo para lhes dar conta da situação.&lt;br /&gt;Um dos elementos da associação e principal promotor da ideia falou ao povo presente, dizendo que estava na hora de arrancar, que os corpos gerentes iriam ser refrescados com novos elementos, que iriam rever os estatutos, que iriam elaborar um plano de actividades para desenvolver em 2007 e propor à autarquia um protocolo de cedência do edifício. O Povo aplaudiu a iniciativa, fazendo votos para que tudo se concretize.&lt;br /&gt;Esperemos que desta vez, a Junta de Freguesia esteja ao lado do Povo de Arnadelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-1073046589138761723?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/1073046589138761723/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=1073046589138761723' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/1073046589138761723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/1073046589138761723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2006/12/acrd-de-arnadelo-tenta-reanimar.html' title='A  A.C.R.D. de Arnadelo tenta reanimar!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o5gdHL5EwCE/RYBuO7LGE8I/AAAAAAAAAAc/uqdRl6EZdkQ/s72-c/escola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-114764606324612535</id><published>2006-05-14T15:34:00.000-07:00</published><updated>2006-05-14T15:34:23.326-07:00</updated><title type='text'>Pais distraídos ou negligentes?</title><content type='html'>Na semana passada, quando passava junto de uma das escolas particulares da nossa cidade deparei com uma situação em tudo idêntica a muitas outras que hoje acontecem com certa vulgaridade na nossa comunidade. Uma criança do sexo masculino, que aparentava ter cinco ou seis anos, sai pelo portão principal do estabelecimento de ensino, agarrada pela mão de sua mãe, presumivelmente, que assim tentava acalmá-la de alguma euforia. Já na parte exterior, de forma inesperada, o miúdo lança uma cuspidela através das grades, para a cara de um seu colega o qual num gesto rápido se apressa a limpá-la. No momento em que tudo isto acontece, só se houve a mãe da criança a dizer, simplesmente, “Isso não se faz!”, e seguiram o seu caminho.&lt;br /&gt;Não sabemos ao certo o que deve ter levado esta criança a cometer um gesto tão insurrecto. Provavelmente será a resposta, a alguma picardia cometida anteriormente pela vítima neste caso, pois sabemos como as crianças se comportam todos os dias nas suas brincadeiras. A picardia é a forma de relação mais usada por elas, nos dias de hoje. &lt;br /&gt;Não quero aqui julgar o comportamento da criança, porque nesta idade ela age ainda de forma impulsiva e nem sempre toma consciência real dos seus actos. Não posso avaliar, no entanto, da mesma forma a atitude da mãe face ao comportamento do filho. Não vou dizer o que ela deveria ter feito, só sei que não devia ter-se ficado por uma ligeira repreensão. Se fosse há duas dezenas de anos atrás, qualquer mãe lhe daria um bom par de estalos. Como agiria cada um de nós nesta situação? Que medida correctiva aplicaríamos no momento?&lt;br /&gt;É fácil, nos dias de hoje, encontrar situações semelhantes, crianças cometendo barbaridades à frente dos seus pais, sem que nada lhes aconteça. Será que os pais de hoje são menos exigentes, mais permissivos ou apenas mais distraídos com os seus filhos? Aquilo que me parece, francamente é que eles são mais negligentes, isto é, não se preocupam com as suas atitudes nem com o prejuízo que eles possam causar a terceiros. É, por exemplo, comum encontrar uma criança a mexer em determinados objectos, que se encontram num estabelecimento ou em casa de um amigo, sem qualquer observação atenta dos pais e, quando algo acontece nem sequer se dispõem a pagar os prejuízos.&lt;br /&gt;Sempre ouvi dizer que “de pequenino se torce o pepino”. Em tempos, este provérbio era levado muito a sério pelos nossos pais e quando algum de nós cometia uma asneira, ou desrespeitava as normas, lá estavam eles a dar-nos aquela dose de correcção, condimentada com algumas palmadas no rabo. O facto é que a receita aplicada, na hora, resultava eficazmente. Naquela altura, por exemplo, não se ouvia um miúdo a chamar “estúpido” ao pai, de forma consentida, como acontece hoje. Os próprios pais dizem: “Lá em casa quem manda é o miúdo!” e querem saber que, às vezes, é mesmo verdade! &lt;br /&gt;Como pudemos assim, preparar as crianças de hoje, para serem os homens de amanhã? Como pudemos hoje, desta forma, ensiná-los a viver numa sociedade que se pretende ser séria, respeitadora da liberdade dos outros?&lt;br /&gt;Vítor Olo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-114764606324612535?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/114764606324612535/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=114764606324612535' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114764606324612535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114764606324612535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2006/05/pais-distrados-ou-negligentes.html' title='Pais distraídos ou negligentes?'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-114695075025749557</id><published>2006-05-06T14:25:00.000-07:00</published><updated>2006-05-06T14:32:17.380-07:00</updated><title type='text'>25 de Abril no “país das bananas”!</title><content type='html'>Recentemente, comemorou-se o 32º Aniversário da Revolução de Abril e, como sempre foi a cidade de Lisboa a liderar as manifestações. O Povo saiu à rua e reviveu, por momentos e com emoção, o 25 de Abril de 1974. Pela Avenida da Liberdade ouviam-se as palavras de ordem habituais, “Liberdade, sim… fascismo, nunca mais”.&lt;br /&gt;Nas pequenas cidades, o 25 de Abril já não se comemora de forma festiva, nem sequer se realizam quaisquer cerimónias. Os governantes locais até parece que estão comprometidos com o 24 de Abril, têm uma espécie de preconceito que os inibe de tomar quaisquer iniciativas relacionadas com o maior acontecimento de todos os tempos no nosso país. E para não quebrar a tradição, lá esteve mais uma vez Alberto João Jardim, com as suas bocas reaccionárias a marcar posição, como sempre pela negativa, nas fileiras da prepotência e do autoritarismo.&lt;br /&gt;Como pode um responsável de um governo regional assumir de forma descarada, tal postura? Só mesmo no “país das bananas”! Mas, pelo que podemos ir observando, há regiões no continente que também “parecem estar a chegar à Madeira”, por comportamentos idênticos de seus responsáveis políticos, embora mais discretos. Até o nosso Presidente da República se esquivou a colocar na lapela o tradicional cravo vermelho! Não era obrigado, claro, mas pelo menos, o “solitário” ficaria mais composto. Talvez seja alérgico ao seu perfume! Ou então, não simpatize mesmo com este dia!&lt;br /&gt;Porém, estes gestos espelham bem a verdadeira virtualidade do 25 de Abril, que muitos portugueses e jovens em geral, se alheiam a valorizar, negando o próprio acontecimento, como o princípio da Liberdade.&lt;br /&gt;Ainda bem que cada um vai podendo ser como é…por enquanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Futuro Isto vai meus amigos isto vai&lt;br /&gt;um passo atrás são sempre dois em frente e um povo verdadeiro não se trai&lt;br /&gt;não quer gente mais gente que outra gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto vai meus amigos isto vai o que é preciso é ter sempre presente que o presente é um tempo que se vai e o futuro é o tempo resistente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da tempestade há a bonança que é verde como a cor que tem a esperança quando a água de ABRIL sobre nós cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é preciso é termos confiança se fizermos de MAIO a nossa lança Isto vai meus amigos isto vai.&lt;br /&gt;Ary dos Santos&lt;br /&gt;Vitor Olo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-114695075025749557?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/114695075025749557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=114695075025749557' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114695075025749557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114695075025749557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2006/05/25-de-abril-no-pas-das-bananas.html' title='25 de Abril no “país das bananas”!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-114617677959534934</id><published>2006-04-27T15:23:00.000-07:00</published><updated>2006-04-27T15:26:19.600-07:00</updated><title type='text'>Um veículo à medida da cidade!</title><content type='html'>Há duas semanas, começou a fazer parte da vida dos vila-realenses uma nova “figura articulada”. Diariamente, percorre as principais vias, mostra aos turistas a fantástica cidade que temos, entretém os idosos e leva as crianças a sonhar no mundo encantado, que de outra forma, para algumas, seria impossível vivê-lo, a “Disneilândia”. Bem pensado! Como Maomé não vai à montanha vem a Montanha a Maomé! Os nossos responsáveis políticos pensam em tudo, nos turistas, nos “velhinhos” e nas criancinhas, por isso resolveram licenciar esta “figura”.  &lt;br /&gt;Também só faltava cá um veículo “encantador” como este, porque, ruas estreitas, palácios degradados, pontes em ruína, castelos subterrados, torres de betão, príncipes das festas, fadas boas, fadas más e animais da floresta que falam, falam…já cá tínhamos muitos. Agora sim, “Vilarealdisney”!&lt;br /&gt;Para além do que esta ideia possa parecer, acima de tudo, ela resolve vários problemas: faz esquecer definitivamente o teleférico, porque um dia, alguém quis transformar o Monte da Forca em Alto dos Pirinéus; resolve o problema do trânsito, torna-o “mais fluente” e distrai os agentes da PSP que andam muito entretidos a caçar multas nos parquímetros; leva-nos a ver o progresso da cidade de uma forma diferente, p’ra melhor como convém, porque através daquelas vidraças, o sentido estético melhora nas pessoas que nele viajam. Até permite ver obras do “Polis” que ainda estão no papel!&lt;br /&gt;A ideia parece mesmo interessante! Só não a acho muito original. Até me dá impressão que já vi algo igual noutro lado… É verdade, e aqui bem perto. Também não podemos ser sempre os primeiros em tudo! Mas, agora que estamos na era do “copy e cola”, até cola!&lt;br /&gt;De facto, é pena que alguém não tenha pensado numa ideia mais inovadora, até porque a nossa cidade tem uma tradição e um historial interessantes no desporto automóvel e daí, com a ajuda da UTAD, poder-se-ia criar algo diferente. Preferiria ver circular nas nossas ruas, um veículo futurista de passageiros em vez de um “trem” que nem é carro nem comboio. Pelo menos, era sinal que estaríamos mais avançados. Mesmo com a universidade à porta, esta cidade “não sai da cepa torta”!&lt;br /&gt;Para vos falar verdade, acho que até os mirandeses tiveram melhor ideia. Transformaram os seus burros, raça em extinção, em autênticos “táxis” para levar os turistas a passear. Ao preço que está a gasolina não podiam ter feito melhor investimento e, pelo que parece, ainda recebem subsídio da CEE.&lt;br /&gt;Veículos assim, para Vila Real, seria o ideal, pelo menos, não perturbavam o trânsito, iam onde os carros não podem ir e, como alguns dizem, “era uma forma diferente de ver a cidade”. Porque é que aqui, ninguém se lembrou de tal coisa?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítor Olo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-114617677959534934?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/114617677959534934/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=114617677959534934' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114617677959534934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114617677959534934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2006/04/um-veculo-medida-da-cidade.html' title='Um veículo à medida da cidade!'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27060380.post-114617569164245690</id><published>2006-04-27T15:08:00.000-07:00</published><updated>2006-04-27T15:22:09.623-07:00</updated><title type='text'>Editorial</title><content type='html'>Este Blog,&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt; “Olhem só!”&lt;/span&gt;, pretende ser, essencialmente, um espaço de opinião, crítico com divulgação e discussão de situações caricatas que ocorrem todos os dias na nossa comunidade local e que interferem directa ou indirectamente com os cidadãos.&lt;br /&gt;Procuraremos estar atentos e seremos oportunos!&lt;br /&gt;Envie-nos pequenos reparos com imagem, preferencialmente, e nós os divulgaremos neste Blog. &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;Colabore connosco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27060380-114617569164245690?l=olhemso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhemso.blogspot.com/feeds/114617569164245690/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27060380&amp;postID=114617569164245690' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114617569164245690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27060380/posts/default/114617569164245690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhemso.blogspot.com/2006/04/editorial.html' title='Editorial'/><author><name>Vitor Olo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10963568359811468762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
