Saturday, May 06, 2006

25 de Abril no “país das bananas”!

Recentemente, comemorou-se o 32º Aniversário da Revolução de Abril e, como sempre foi a cidade de Lisboa a liderar as manifestações. O Povo saiu à rua e reviveu, por momentos e com emoção, o 25 de Abril de 1974. Pela Avenida da Liberdade ouviam-se as palavras de ordem habituais, “Liberdade, sim… fascismo, nunca mais”.
Nas pequenas cidades, o 25 de Abril já não se comemora de forma festiva, nem sequer se realizam quaisquer cerimónias. Os governantes locais até parece que estão comprometidos com o 24 de Abril, têm uma espécie de preconceito que os inibe de tomar quaisquer iniciativas relacionadas com o maior acontecimento de todos os tempos no nosso país. E para não quebrar a tradição, lá esteve mais uma vez Alberto João Jardim, com as suas bocas reaccionárias a marcar posição, como sempre pela negativa, nas fileiras da prepotência e do autoritarismo.
Como pode um responsável de um governo regional assumir de forma descarada, tal postura? Só mesmo no “país das bananas”! Mas, pelo que podemos ir observando, há regiões no continente que também “parecem estar a chegar à Madeira”, por comportamentos idênticos de seus responsáveis políticos, embora mais discretos. Até o nosso Presidente da República se esquivou a colocar na lapela o tradicional cravo vermelho! Não era obrigado, claro, mas pelo menos, o “solitário” ficaria mais composto. Talvez seja alérgico ao seu perfume! Ou então, não simpatize mesmo com este dia!
Porém, estes gestos espelham bem a verdadeira virtualidade do 25 de Abril, que muitos portugueses e jovens em geral, se alheiam a valorizar, negando o próprio acontecimento, como o princípio da Liberdade.
Ainda bem que cada um vai podendo ser como é…por enquanto!

O Futuro Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente

Isto vai meus amigos isto vai o que é preciso é ter sempre presente que o presente é um tempo que se vai e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança que é verde como a cor que tem a esperança quando a água de ABRIL sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança se fizermos de MAIO a nossa lança Isto vai meus amigos isto vai.
Ary dos Santos
Vitor Olo

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