Saturday, January 06, 2007

Uma rua sem sorte!


Há anos que se encontra na rua Sargento Belizário Augusto da cidade de Vila Real, mais concretamente nas traseiras dos Bombeiros da Cruz Verde, um quiosque instalado em cima do passeio, obstruindo completamente a passagem de peões.
Há dias, ao passar por ali, pude assistir a uma situação caricata: a sua proprietária, muito fula, tentava abrir o “estabelecimento comercial”, para dar início a um novo dia de negócio, sem conseguir, efectivamente; um jipe, estacionado muito rente às chapas impedia que ela abrisse as portadas, que davam para a via. Como segui viagem, não sei por quanto tempo se manteve aquela situação. Mas que a senhora começou mal o dia, isso sim!
O que acabo de relatar é uma situação insólita, mas resultante de algo que está mal nesta cidade. Não se compreende porque razão este quiosque ocupa todo o passeio, obrigando as pessoas, que por ali passam a pé, a andar em ziguezague, correndo, assim, algum perigo ao confrontar-se com a circulação automóvel, na via.
Situação idêntica se passa no passeio oposto. Há anos, com a construção da residência episcopal, foi levantada a calçada à portuguesa que, então, lá existia e até hoje não foi reposta. As pedras encontram-se espalhadas pelo passeio e, dada a degradação em que este se encontra, alguns automobilistas aproveitam para nele, habitualmente, estacionar.
Esta via, transversal à Rua do Carmo, não é muito concorrida por pessoas, talvez por isso, os responsáveis não tenham dado conta da situação. Mas, se deram, já se habituaram a conviver com esta dupla aberração. Não é só pelo incómodo que pode causar aos transeuntes, mas pelo mau aspecto, em termos de arranjo urbanístico.
Referindo-me ao quiosque, comparo-o a uma casa em ruínas, em que o proprietário não compõe, porque a renda é baixa; o arrendatário, que é o município, não faz arranjos ou modificações, porque não tem rendimentos. Será que é assim?
Entendo, no entanto, que a proprietária não deverá ser a principal responsável pela situação, porque, certamente, está licenciada para comercializar naquelas condições. Condições essas que, além de impróprias, são insustentáveis para ela. Naquele sítio, duvido que consiga ganhar “para o caldo”!
Está na hora de alguém, com responsabilidade, resolver a situação e fazer alguma coisa por esta comerciante. Desconheço a sua condição económica e social, mas acho que merece um pouco mais. Estou a falar da concessão de um espaço num lugar mais frequentado por pessoas, para ela poder exercer o seu negócio com alguma dignidade, semelhante a outros que já existem nesta cidade.
Não sei se é o que ela pretende!

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